Usina 21 – Jovens, Idéias e Transformação Social

Sábado, 07 de novembro, na Universidade Mackenzie.

Jota
10h00 às 12h00 – OFICINA: “Grafiteiros, arteiros e produção alternativa” [Nessa vai ter uma surpresa]

Jota
14h00 às 16h00 – PAINEL: “Igualdade entre todas as pessoas formas e tribos”

Eu + Fih (SEXXXCHURCH)
14h00 às 16h00 – OFICINA: “Falando abertamente sobre sexo”

Confira a lista completa de palestrantes e maiores informações AQUI!

Qual é a sua história?

A forma como você conta a sua vida muda a própria vida

Eu sempre me senti como Cheherazade, a moça esperta das mil e uma noites. Não porque sou esperta, mas porque de algum modo sempre soube que contar histórias me salvava de perder não a cabeça, como era o caso de Cheherazade, mas de perder a mim mesma. Quando era muito pequena e ainda não sabia ler, imaginava histórias para escapar do medo do escuro. Contava para mim mesma na minha cama de bebê crescido. Quando entrei na escola, imaginava enredos que me carregavam para além das crueldades infantis que me aterrorizavam tanto ou mais que os monstros noturnos. Quando cresci virei jornalista e passei a contar histórias reais para poder viver. Sempre soube que contar histórias me salvava da versão adulta do medo do escuro. Agora, que sou gente grande, contar histórias ordena o caos da vida, me dá sentido e identidade.

Ao tornar-me uma narradora de vidas fui aprendendo algo determinante para o curso da minha existência. Toda vida é uma invenção própria. Não que ela não seja feita de fatos, de dados concretos, de eventos incontroláveis. O que é absolutamente uma criação própria é a forma como cada um olha para a sua vida.

De fato, há uma só existência. Mas são várias as possibilidades de narrativas desta mesma existência. Um mesmo episódio, por exemplo, vivido por você e por sua mãe, será contado de maneira às vezes totalmente diversa por você e por ela. E ninguém estará mentindo. Da mesma forma, o mesmo fato vivido por você poderá ser narrado de formas opostas por você mesmo, em momentos diferentes da sua vida. E você estará sendo verdadeiro em ambas as ocasiões.

Isso não significa distorcer o que acontece ou aconteceu. Apenas que há muitas possibilidades de olhar para o que acontece ou aconteceu. Há muitas verdades possíveis. E é a escolha de como olhar para os eventos (ou a falta deles) de sua vida que vai determinar a própria vida. Ou seja: ao escolher como olhar para sua vida você escolhe quem você é. Leia +.

Eliane Brum, no site da Época.

(Via Pavablog)

Injeção de Animo!

Alguns foram tão traumatizados pela vida que a mera sobrevivência, um dia de cada vez, tornou-se a única preocupação. Outros foram tão manchados pelas circunstâncias, marcados por deficiências físicas e emocionais ou contundidos e esmagados pelos caprichos da vida que mal são capazes de olhar além das próprias necessidades. William Barry, por exemplo, reflete sobre o homem de quem Jesus expulsara uma legião de demônios. Depois da cura, “ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: `Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti’” (Mc 5:18-19, grifo do autor). O homem aparentemente não deplorou essa “rejeição” como injusta. Ao contrário, “ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera; e todos se admiravam” (v. 20).3

Pelo jeito, esse homem não foi chamado a um discipulado radical. Mas para, assim como nós, ouvir com atenção a primeira palavra de Deus dirigida a nós. Essa palavra é o dom de nós para nós mesmos — nossa existência, nossa natureza, nossa história pessoal, nossa singularidade, nossa identidade. Tudo que temos e somos representa um modo único, que jamais será repetido, de Deus expressar-se no espaço e no tempo. Cada um de nós, feito a sua imagem e semelhança, é mais uma promessa que ele faz ao universo de que continuará a amá-lo e importar-se com ele.

No entanto, mesmo quando a fé nos persuade de que somos uma palavra de Deus, permanecemos ignorantes do que Deus está tentando dizer por meio de nós. Thomas Merton escreveu: “Deus me profere como uma palavra que contém um pensamento parcial dele mesmo. A palavra nunca será capaz de compreender a voz que a profere. Mas se sou fiel ao conceito que Deus profere em mim, se sou fiel ao pensamento que ele teve intenção de corporificar em mim, estarei cheio de sua realidade e o encontrarei em todo lugar de mim mesmo, e a mim mesmo em lugar nenhum. Estarei perdido nele”.

Com resistência e perseverança, devemos aguardar que Deus esclareça o que ele quer dizer por meio de nós. Essa espera envolve paciência e atenção, bem como a coragem de deixar-se proferir. Essa coragem vem apenas pela fé em Deus, que não profere palavra de falsidade.

Leia o texto completo AQUI!

Livro: A assinatura de Jesus
Autor: Brennan Manning
Editora: Mundo Cristão

Death Metal Saved My Life!

Eu tinha por volta de 17 anos. Não lembro exatamente. Mas estava vivendo uma mega crise de identidade, se é que posso assim chamar. Tinha brigas quase que diárias com meu pai por causa “desses malditos cds de rock do demonio”. Ele dizia que eu estava levando o demônio pra dentro de casa. E sendo ele o chefe da familia, não permitiria isso. Apesar de estar numa fase de supervalorizar pequenos problemas, eu ficava pensando. “Deus, me mostra se eu to errado. Porque se estiver errado, eu paro de ouvir musica. Eu simplesmente detesto ‘música da igreja’. Não terei mais o que ouvir.”
Isso realmente estava afetando meu relacionamento com meu pai e com Deus. Leia o resto deste artigo »

Pensamentos Sobre O Sofrimento II

“Deus certamente não estava fazendo uma experiência com minha fé nem com meu amor para provar sua qualidade. Ele já os conhecia muito bem. Eu é que não. Nesse julgamento, ele nos faz ocupar o banco dos réus, o banco das testemunhas e o assento do juiz de uma só vez. Ele sempre soube que meu templo era um castelo de cartas. A única forma de fazer-me compreender o fato foi colocá-lo abaixo.”

C.S. Lewis em Anatomia de uma Dor

Pensamentos Sobre O Sofrimento

“O Filho de Deus sofreu até a morte. Não que os homens não possam sofrer, mas que seus sofrimentos possam ser como os dele.”

George Macdonald – Sermões não proferidos, primeira série.

Retirado do livro O Problema do Sofrimento de C.S. Lewis

Escrever Amor Nos Braços Dela!

love

Retirado de Solomon1

A banda Pedro The Lion está tocando alto no som do carro e a cidade nos espera do lado de fora das janelas abertas. Ela senta e canta, pernas cruzadas no assento do passageiro, a bonita voz dela escondida no volume. A música é um lugar seguro, e Pedro The Lion é sua banda favorita. Me atinge o fato de que ela não verá esse horizonte por várias semanas, e que nós estaremos sem ela. Eu me inclino para a frente, sabendo que isso será escrito, e pergunto a ela o que diria se essa história tivesse audiência. Ela sorri. “Diga a eles para olhar pra cima. Diga a eles que se lembrem das estrelas.”

Talvez fosse melhor eu escrever uma música pra ela, porque músicas não esperam se resolver, e porque músicas significam muito pra ela. Histórias esperam por finais, mas músicas são corajosas e fortes o suficiente pra cantar quando tudo o que conhecem são trevas. Essas palavras, como muitas outras, serão escritas próximas da meia noite, entre a tempestade e a calmaria, enquanto ambas tentam alcançá-la.

Renee tem 19 anos. Quando eu a conheci, a cocaína estava fresca em seu organismo. Ela não dormia havia 36 horas e não iria dormir nas próximas 24 horas. Havia tomado uma mistura familiar de Coca-Cola, maconha, pílulas e álcool. Ela concordou em nos encontrar, nos ouvir e nos deixar orar. Nós perguntamos à Renee se ela gostaria de vir conosco, deixar para trás essa noite falida. Ela diz que irá para a reabilitação amanhã, mas que ela não está pronta agora. É uma mudança muito grande. Nós oramos e nos despedimos e é difícil ir embora sem ela.

Leia o resto deste artigo »

Convite ao Sofrimento!

Estava dando uma volta no meu bairro agora a noite e ouvi, de longe em uma igreja, uma mulher que cantava muito alto e extremamente desafinado. A música dizia o seguinte “Não pode ser triste um coração que louva a Deus”. Bonitinho, não?Sinceramente, na hora que ouvi isso, quis soltar um sonoro PQP, mas me controlei.Eu não sei porque raios, ainda insistem que quando você “vira crente” tudo tem que ficar as mil maravilhas. Um mar de rosas. Acho que por ser meio que um discipulo do C.S. Lewis, tenho dificuldade de entender pessoas que não conseguem ver a “beleza da dor”. Na verdade, eu não chamaria nem de beleza, mas de necessidade em sentir-se mal, triste, com dor, desesperançado e tudo mais que vier no pacote. Se você sente ou ja sentiu algumas dessas coisas, ótimo. Você é um ser humano normal. E tenho certeza, que se eu pedir pra você contar sua história, haverão muitas lições aprendidas, correto? A coisa funciona meio como diz a música “Perdendo Dentes” do Pato Fu.”As brigas que ganheiNem um troféuComo lembrançaPra casa eu leveiAs brigas que perdiEstas simEu nunca esqueciEu nunca esqueci”Pra quem acompanha meu blog, sabe que tenho “dificuldade” com triunfalistas. Preciso deixar claro alguns pontos só. Eu acredito em milagre, acredito na total atuação da trindade na história, acredito que Deus pode mudar totalmente a vida de uma pessoa. Ele pode tirar qualquer um do fundo poço, porque Ele me tirou de lá. Mas, nem por isso, apesar de todos os milagres que Ele faz na minha vida todo dia, eu deixei de chorar, eu deixei de sentir dor, deixei de ficar angustiado. Pode parecer mas nas conversas com algumas pessoas que estão passando por grandes dificuldades na vida, uma das minhas tentativas de ajudar tem sido estimula-las a chorar. E, sim. Isso tem surtido efeito. Porque muitas vezes, não sou nem eu quem comenta, mas elas próprias dizem que sua maior dificuldade tem sido chorar. Não conseguir colocar pra fora.Pra entender felicidade plenamente, há a necessidade de ter sofrido. E sinto-lhe informar. Se você nunca sofreu, você nunca viveu. E me perdoe se não trago aqui, alguma “esperança” no final desse post. Na verdade eu só queria colocar “no papel” estava sentindo. Se servir de consolo, deixo as palavras de alguém que curtiu o sofrimento, uma dica de video e algumas dicas de leitura.“Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.” (II Corintios 11:24-27)”Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; porque pra mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:20, 21)Clique AQUI para assistir o video.Livros:A Dadiva Da Dor – Philip Yancey / Paul BrandO Problema do Sofrimento – C.S. LewisAnalogia De Uma Dor – C.S. Lewis
Estava dando uma volta no meu bairro agora a noite e ouvi, de longe em uma igreja, uma mulher que cantava muito alto e extremamente desafinado. A música dizia o seguinte “Não pode ser triste um coração que louva a Deus”. Bonitinho, não?
Sinceramente, na hora que ouvi isso, quis soltar um sonoro PQP, mas me controlei.
Eu não sei porque raios, ainda insistem que quando você “vira crente” tudo tem que ficar as mil maravilhas. Um mar de rosas. Acho que por ser meio que um discipulo do C.S. Lewis, tenho dificuldade de entender pessoas que não conseguem ver a “beleza da dor”. Na verdade, eu não chamaria nem de beleza, mas de necessidade em sentir-se mal, triste, com dor, desesperançado e tudo mais que vier no pacote. Se você sente ou ja sentiu algumas dessas coisas, ótimo. Você é um ser humano normal. E tenho certeza, que se eu pedir pra você contar sua história, haverão muitas lições aprendidas, correto?
A coisa funciona meio como diz a música “Perdendo Dentes” do Pato Fu.
“As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei
As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci”
Pra quem acompanha meu blog, sabe que tenho “dificuldade” com triunfalistas. Preciso deixar claro alguns pontos só. Eu acredito em milagre, acredito na total atuação da trindade na história, acredito que Deus pode mudar totalmente a vida de uma pessoa. Ele pode tirar qualquer um do fundo poço, porque Ele me tirou de lá. Mas, nem por isso, apesar de todos os milagres que Ele faz na minha vida todo dia, eu deixei de chorar, eu deixei de sentir dor, deixei de ficar angustiado. Pode parecer mas nas conversas com algumas pessoas que estão passando por grandes dificuldades na vida, uma das minhas tentativas de ajudar tem sido estimula-las a chorar. E, sim. Isso tem surtido efeito. Porque muitas vezes, não sou nem eu quem comenta, mas elas próprias dizem que sua maior dificuldade tem sido chorar. Não conseguir colocar pra fora.
Pra entender felicidade plenamente, há a necessidade de ter sofrido. E sinto-lhe informar. Se você nunca sofreu, você nunca viveu. E me perdoe se não trago aqui, alguma “esperança” no final desse post. Na verdade eu só queria colocar “no papel” estava sentindo. Se servir de consolo, deixo as palavras de alguém que curtiu o sofrimento, uma dica de video e algumas dicas de leitura.
“Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.” (II Corintios 11:24-27)
“Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; porque pra mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:20, 21)
Clique AQUI para assistir o video.
Livros:
A Dadiva Da Dor – Philip Yancey / Paul Brand
O Problema do Sofrimento – C.S. Lewis
Analogia De Uma Dor – C.S. Lewis

Estava dando uma volta no meu bairro agora a noite e ouvi, de longe em uma igreja, uma mulher que cantava muito alto e extremamente desafinado. A música dizia o seguinte “Não pode ser triste um coração que louva a Deus”. Bonitinho, não?

Sinceramente, na hora que ouvi isso, quis soltar um sonoro PQP, mas me controlei.

Eu não sei porque raios, ainda insistem que quando você “vira crente” tudo tem que ficar as mil maravilhas. Um mar de rosas. Acho que por ser meio que um discipulo do C.S. Lewis, tenho dificuldade de entender pessoas que não conseguem ver a “beleza da dor”. Na verdade, eu não chamaria nem de beleza, mas de necessidade em sentir-se mal, triste, com dor, desesperançado e tudo mais que vier no pacote. Se você sente ou ja sentiu algumas dessas coisas, ótimo. Você é um ser humano normal. E tenho certeza, que se eu pedir pra você contar sua história, haverão muitas lições aprendidas, correto?

A coisa funciona meio como diz a música “Perdendo Dentes” do Pato Fu.

“As brigas que ganhei Nem um troféu Como lembrança Pra casa eu levei As brigas que perdi Estas sim Eu nunca esqueci Eu nunca esqueci”

Pra quem acompanha meu blog, sabe que tenho “dificuldade” com triunfalistas. Preciso deixar claro alguns pontos só. Eu acredito em milagre, acredito na total atuação da trindade na história, acredito que Deus pode mudar totalmente a vida de uma pessoa. Ele pode tirar qualquer um do fundo poço, porque Ele me tirou de lá. Mas, nem por isso, apesar de todos os milagres que Ele faz na minha vida todo dia, eu deixei de chorar, eu deixei de sentir dor, deixei de ficar angustiado. Pode parecer estranho, mas nas conversas com algumas pessoas que estão passando por grandes dificuldades na vida, uma das minhas tentativas de ajudar tem sido estimula-las a chorar. E, sim. Isso tem surtido efeito. Porque muitas vezes, não sou nem eu quem comenta, mas elas próprias dizem que sua maior dificuldade tem sido chorar. Não conseguir colocar pra fora.

Pra entender felicidade plenamente, há a necessidade de ter sofrido. E sinto-lhe informar. Se você nunca sofreu, você nunca viveu. E me perdoe se não trago aqui, alguma “esperança” no final desse post. Na verdade eu só queria colocar “no papel”  o que estava sentindo. Se servir de consolo, deixo as palavras de alguém que curtiu o sofrimento, uma dica de video e algumas dicas de leitura.

“Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.” (II Corintios 11:24-27)

“Aguardo ansiosamente e espero que em nada serei envergonhado. Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; porque pra mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:20, 21)

Clique AQUI para assistir o video.

Livros:

A Dadiva Da Dor – Philip Yancey / Paul Brand

O Problema do Sofrimento - C.S. Lewis

Anatomia De Uma Dor – C.S. Lewis

Se eu falo, quem ouve?

not_listening

Eu estava relendo os textos e comentários no site da Sexxxchurch. Teve uma hora que tive que parar pra respirar. Havia tanta dor em alguns comentários, que realmente me senti incomodado em não poder ajudar efetivamente algumas pessoas ali.

Comentei isso com uma amiga, falei que queria realmente poder ajudar mais. E ela respondeu “boa sorte”. Apesar de ter sido em um tom de brincadeira, e depois continuarmos conversando a respeito, parei pra pensar sobre a indiferença das pessoas ao nosso redor. E, acho que, isso me machucou mais do que as histórias que eu havia lido. O Junior da Vineyard Capital, comentou que estava na rua 25 de março, no centro de São Paulo. Aquela multidão de gente de todos os tipos, raças e povos, literalmente. E ainda sim, Deus sabendo exatamente o que cada uma estava pensando, passando, sofrendo…
Usando de um discurso politico, estamos totalmente impregnados com a questão de como o ser humano é tratado nesse mundo CAPETAlista (não sou comunista, socialista, fascista ou o que for). Somos apenas números. Somos um RG, CPF, uma matricula na faculdade, uma carteira de motorista, um número de passaporte, um cartão de crédito, uma senha de banco e por ai vai. Perdemos a nossa personalidade. Somos só mais um na multidão. Quantas pessoas perguntaram pra você essa semana se estava tudo bem na sua vida, sem ser de forma retórica? Pra quantas pessoas você perguntou se estava tudo bem, de forma franca?
Eu tenho ideais megalomaniacos, sim. Tenho o sonho de marcar e mudar o mundo, sim. Tenho condições de deixar marcas significantes na vida de pessoas, sim. Mas tudo isso tem a haver com realmente se importar, se colocar a disposição e, o velho discurso de sair da zona de conforto. E quebrar com a zona de conforto começa com um “Tudo bem com você?” e depois disso, esperar pacientemente por uma resposta.
Tudo começa no ouvir. Por que é no ouvir que se aprende, se entende, se comove. É nesse gesto que as grandes aspirações, boas (e também más) motivações vem, afim de nos fazer agir.
Em provérbios tem dois versículos que, particularmente, eu adoro. Ele quebra com toda uma redoma que muitos líderes tentam criar em volta de sua comunidade.

“A sabedoria clama em alta voz nas ruas, ergue a voz nas praças públicas; nas esquinas das ruas barulhentas ela clama, nas portas da cidade faz o seu discurso” (Provérbios 1:20, 21)

Tenho aprendido durante esse ano que muito da cura vem no falar (Efésios 5:16), mas parte disso esta no saber ouvir (Romanos 10:17) (Provérbios 1:5)
Ai eu me pergunto. Se eu falo, alguem me ouve? Se falam, eu paro pra ouvir?

Calvinismo não é a questão

Simples e direto!