Samba do Criolo Doido!

Para muitos que não sabem, depois de muito tempo tentando, estou finalmente no Avalanche. Uma escola de missões focada em preparar pessoas para trabalhar dentro do contexto e da problemática urbana no Brasil. As aulas começaram dia 2 de Fevereiro e irão até 23 de Agosto. Durante esses sete meses, com a maior freqüência possível, irei utilizar desse espaço para compartilhar do que tenho aprendido e das experiências vivenciadas. Você vai perceber que o estilo de escrita vai mudar um pouco. Vai soar como um diário, mesmo. Mas espero que isso não atrapalhe a sua leitura. Ainda postarei alguns textos como crônicas, mas em um primeiro momento, isso vai ser mudado.

Já na primeira semana, depois de duas aulas de teatro (muito básicas) colocaram a gente no “meio do palco”. Somente uma menina da minha turma (nove pessoas), já tinha uma vivencia maior no meio artístico, produzindo arte. Os outros, incluindo eu, eram meros consumidores. Mas lá fomos nós. Iríamos fazer uma pequena intervenção durante o desfile das escolas de samba.
Aqui em Vitória não existe uma cultura forte relacionada ao Carnaval. Por isso em todos os anos as escolas de samba se apresentam uma semana antes do feriado, porque no final de semana do carnaval a cidade fica totalmente vazia. Apesar de rolar uma pequena festa de rua organizada pela prefeitura.
Ensaiamos durante o período da manhã e da tarde. Jantamos e fomos conferir um fenômeno natural muito massa, chamado Blue Glow Ocean, em uma das praias aqui da cidade. No bairro Ilha do Boi, quando entravamos na água a pelo menos uns 10 metros da areia, a água ficava azul fluorescente. Era algo muito lindo a vista. Ficamos nadando das 20:00 as 22:00 curtindo a “lagoa azul”. Pra você sacar um pouco do que to falando, assista o vídeo AQUI!

Chegamos na base as 23:00 e saímos para a intervenção quase 00:00. Iríamos fazer uma primeira apresentação dentro da Rodoviária. Mas para nossa surpresa, e de certa forma, alívio, por conta da vergonha, o lugar estava vazio. Para vocês sentirem um pouco do porque do nosso receio, saquem o material e a tática que usaríamos.
Material: Uma mala de viagem velha cheia de latas e percussões improvisadas.
Músicas: Uma refrão de samba (Não deixe o Samba Morrer…), uma música do hinário cristão (Só o poder de Deus…) e uma música cristã infantil (Havia um menino torto…).
O que iríamos enfrentar? Todo um desfile de escolas de samba, alegorias, barulho, álcool, etc…

Acho que dá pra você sentir a dimensão da coisa. Mas lá fomos nós. Meu lema atualmente é “ta no inferno, abraça o capeta”. Chegamos em uma praça que havia pelo menos umas 30 pessoas. Depois de confabular por uns 5 minutos, decidimos que a apresentação ia ser ali mesmo. Pessoal cantando, cerveja, fantasiado e por ai vai. Uma amiga que era o “curinga” da peça entrou em cena com nossa mala cheia de bugiganga. Depois de um pequeno “tumulto” nosso, pegamos os “instrumentos” e começamos o sambão. Detalhe que só uma pessoa gostava e conhecia daquilo que a gente tava tocando. Mas cada um incorporou e foi e que foi. Quase todo mundo que tava na praça começou a cantar com a gente e foi uma festa só. Em uma repetição, perceberam que éramos um grupo cristão e um dos mais velhos meio que colocou um ponto final a apresentação. Já estamos indo embora quando pediram pra gente voltar. Começamos a conversar com alguns deles e, nenhuma novidade em saber que a maioria deles já havia sido cristão. Um deles disse ter reconhecido a música infantil, pois ouvia muito na igreja perto da casa dele e também nos tempos em que ele próprio freqüentava. Tentei direcionar a conversar para outra coisa, como o carnaval, samba, a cidade de Vitória e tudo mais, pois percebi que outras duas pessoas que conversavam com outros alunos da base, estavam meio exaltados falando sobre aquele velho papo que todos nós conhecemos, de como a igreja sufocou a vida deles e de como as pessoas haviam julgado eles. Mas no final de tudo, agradeceram sinceramente nossa presença lá. Principalmente pelo fato de não termos sido (tão) pedantes e tudo mais. Um senhor comentou que se não tivéssemos feito isso, eles não ouviriam aquilo que eles precisavam ouvir. Outro agradeceu por termos sido corajosos de, possivelmente, passar vergonha ali, afim de comunicar o que queríamos. Mal sabiam eles que estávamos realmente com medo da reação deles. No final de tudo tive a oportunidade de orar por um deles ali mesmo. Logo em seguida me disse que não se sentia digno de orar por mim também naquela hora. Por fim nos abraçamos e seguimos em frente. Sentamos para descansar em uma calçada e começamos a conversar sobre tudo o que rolou. Chegamos ao consenso de que Deus realmente tinha preparado aquele lugar estrategicamente. Fiquei pensando muito sobre isso. Fizemos uma intervenção “idiota”, simples e extremamente pobre de recursos. Mas fato: Cristo foi honrado e apresentado, apesar de nós, com criatividade.
Que Deus permita que eu possa ter mais experiências como essas e que NÓS permitamos que Ele possa ser a criatividade, a ousadia e canal de Amor para o mundo que está sedento de algo novo. Das BOAS NOVAS!

Deus e nossas suposições!

Esse texto eu escrevi sobre o título “Deus, um delírio?” para o Solomon1 em 2008. Em vista de muitos debates a respeito da bondade de Deus, teismo aberto e outros, resolvi re-publicar aqui no blog. Sei que ele é bem superficial para algumas questões, mas serve como reflexão.

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Nesses últimos dia tenho ouvido muito a banda Augustana. Conheço eles relativamente a pouco tempo e por isso fui atras das letras pra sacar qual o contexto lírico.

Confesso que me surpreendi um pouco. Pela linha de som que eles fazem, achei que seriam letras sobre paixão, romance, relacionamentos quebrados e etc. Não que as músicas deles não tenham esse apelo, mas prestando atenção a letra da música Dust, você se depara com as seguintes frases… “Cause I believed in the Lord But he don’t show up anymore” (Porque eu acreditei em Deus mas Ele não aparece mais)… “If you can’t love sin, who can you love?” (Se você não pode amar o pecado, quem você vai amar?”

Eu, como músico, entendo que não se escreve uma letra com esse conteúdo sem um porque. Então lá vai eu novamente pesquisar sobre a banda.

Não foi tanta surpresa descobrir que Dan Layus, vocalista do Augustana engrossa a lista de pessoas que “nasceram dentro da igreja” e que hoje são totalmente céticos quanto a Deus. Ele me faz lembrar Katheryn Hudson, que aos 15 anos cantava na igreja e chegou até a gravar um CD com músicas cristãs e hoje é conhecida como Katy Perry e a compositora de um dos grandes hits da atualidade. “I kssed a girl and i liked it” (eu beijei uma garota e gostei) é a frase que ecoa em sua música.

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Em uma entrevista, Dan diz o seguinte sobre sua “vida cristã” na época da escola.

“Eu era muito jovem para entender qualquer coisa e eu praticamente me sentia espiritualmente usado. Ao longo do ensino médio (em uma escola cristã) fiz coisas da qual sinto vergonha hoje. Eu tinha a mente tão fechada naquela época. Mas você não pode culpar a si mesmo quando se tem 15 ou 16 anos e seus pais e todos a sua volta dizem que tem que ser assim”.

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Viva La Vida!

Eu sou instintivamente provocador. As vezes, acho isso uma virtude. Outras vezes, nem tanto. Gosto de ver como as pessoas, inclusive eu, reagem a determinadas situações. Adoro conversas francas em que toda a beleza e todo o podre é vomitado sem muita frescura. Particularmente, acho lindo o processo de auto exposição. Entendo que é extremamente complicado, dolorido e, muitas vezes, vergonhoso. Mas por entender que é um árduo caminho à cura, valorizo demais isso. Tento aplicar isso a eu mesmo, sempre que posso. Sempre que me permito. Sempre que tenho coragem. Ou seja, não tão frequentemente quanto eu deveria. Esse processo assusta e afasta muita gente. Mas meu cérebro processa algumas situações de forma diferente da maioria das pessoas. Algumas delas ainda não entendem a minha posição quanto a dor e sofrimento. Compreendo por que, apesar de compartilhar dessas idéias, principalmente aqui no blog, foi algo que eu aprendi no meu constante processo de mutação. E nesses dias tenho passado por uma nova fase que quero trazer a vocês.
Uma das séries americanas que mais tem me chamado atenção atualmente, é FlashForward. Hoje, considerado por muitos, como o “novo” Lost. Em resumo, a série tem como base o fato de toda a humanidade sofrer um “blackout” por 2 minutos e 17 segundos. Nesse período de apagão, todos veem seu futuro. O que estarão fazendo daqui a 6 meses. Uns encontrando um grande amor, outros com seus casamentos destruidos, uns recebendo vida e outros sabendo que estarão mortos. Imagina o caos causado. Mas é extremamente interessante ver a ação e reação das pessoas. Mais ainda, é se ver muitas vezes vivendo e sentindo o que elas estão sentindo. Admitir que “eu faria o mesmo”, ou não.
Acho que esse seriado mostra um pouco do porque Deus não nos permitir saber o futuro. Sem dúvida nenhuma, seria um fardo pesado demais para carregar.
O que você faria se soubesse exatamente a data e a forma da sua morte? Tentaria escapar do “jogo” como no filme Premonição? Deixaria de viver a partir de agora, achando que a vida não tem mais sentido ou viveria mais intensamente? Leia o resto deste artigo »

O Presente


Era noite, nas ruas havia luzes por todos os lados, estavam enfeitadas por ocasião do natal.
Depois de caminhar um dia inteiro pelas grandes ruas da maior cidade do país e a quarta maior em todo o mundo. Conheci mercados, lojas, museus, avenidas, vi a vida passando rápido nos passos de quem caminhava, quase correndo, para encontrar o tempo perdido e o tempo correndo para encontrar o seu fim e as pessoas desejando que ele pudesse durar mais do que realmente ele dura.
Meu olhar passeava calmo por essas pessoas que sem descanso corriam atrás do pouco tempo que têm aqui nessa terra, elas não percebem que na realidade não possuem o tempo necessário para observar sua vida correndo por esse mesmo relógio que sempre marca mais e nunca menos, o relógio da vida. Correm em busca de coisas que são efemeras, passageiras.
Depois de caminhar esse dia inteiro, encontrei um banco de madeira que a meus olhos pareceu o lugar mais confortável do mundo! Naquele exato momento, tive tempo então para sentar, olhar as fotos do divertido dia e observar mais um pouco.
Eu estava em São Paulo, mais precisamente na Rua Oscar Freire, no metro quadrado mais caro do país.
Tinha mais ou menos 1, 50 metro, cabelos rente com a cabeça, pele morena, mãos gordinhas, olhar vago e triste e os pés… Esse era Kaique, Tinha aproximadamente uns 11 anos, olhava as lojas do outro lado da rua, acompanhado de sua caixa na qual estava escrito: “Trampo” honesto.
Atravessou a rua e foi quando encontrou um daqueles homens que correm contra o tempo e que o tempo corre ainda contra ele, vendo minha câmera depressa correu à loja e trocou várias moedas, para entregá-las ao pequeno e, assim, amenizar sua consciência e redimir o tempo que não tem para observar os que nada tem, é difícil enxergar profundamente nesses tempos corridos… não fotografei mais, a cena era de uma indelicadeza pesada para que eu perpetuasse aquela visão pela eternidade… uma eternidade é muito tempo…
Foi então que eu pude conhecer finalmente o Kaique, era engraxate com suas pequenas mãos gordinhas tentava de alguma forma ajudar os demais irmãos menores a manter-se vivos numa vida bem sofrida. Todos os irmãos tinham nomes que começavam com K, me contou de seus dias na rua, mas não sabia que aquela rua em que estava era uma das ruas mais caras do mundo, só sabia mesmo explicar o que era preconceito:
- Na rua eu sofro muito preconceito…
- E o que é preconceito Kaique?
- Preconceito é quando as pessoas olham para mim e fingem não me ver.
Não tive mais palavras, ele sabia bem do que estava falando.
Foi quando então, depois de um dia inteirinho à procura, finalmente encontrei meu presente! Pedi ao Kaique se poderia tirar uma foto e ele consentiu.
Um amigo, perguntou então o que ele queria naquele dia e ele pediu apenas o que precisava:
- Quero uma sandália nova!
Encontrei meu presente nos pés de um menino cansado de preconceito, um presente que dinheiro nenhum poderia me dar, encontrei Jesus novamente ali, naquela fala e no sorriso de uma criança que ganhou apenas o que precisava, nada mais e nada menos.
Encontrei um presente que não há dinheiro que compre, aprendi que tenho mais do que preciso e que só preciso exatamente daquilo que tenho, de nada além, de nada mais.
Esse foi o melhor presente de natal que eu ganhei em minha vida, aprender que tenho mais, muito mais do que eu poderia desejar.
Naquele dia, mais uma vez Jesus nasceu em meu coração e renasceu a esperança de ver Kaiques fora das ruas, com pés limpos e coração cheio de sonhos!

Feliz Natal!!

Texto e Fotografia pela minha amiga Amanda Oliveira (Mandy).

Adoração Extravagante IV

Apenas o amor
Pode fazer chover
Do modo que a praia é beijada pelo mar
Apenas o amor
Pode fazer chover
Como a transpiração dos amantes
Posto nos campos.

Amor, reine sobre mim
Amor, reine sobre mim, chova sobre mim

Apenas o amor
Pode trazer a chuva
Que faz você desejar o céu
Apenas o amor
Pode trazer a chuva
Que cai como lágrimas lá do alto

Amor, reine sobre mim

Na árida e empoeirada estrada
As noites que passamos sós
Eu preciso voltar para casa, para a fresca fresca chuva
Não sou capaz de dormir então me deito e penso
A noite é quente e negra como tinta
Ó Deus, eu preciso de uma dose da fresca fresca chuva

Musica: Love Reign O’er Me (tradução)
Interprete: Peal Jam
Tema: Filme “Reine Sobre Mim”

Confira também a versão original ao vivo do The Who, com participação de David Gilmour.

Quem Se Importa?

“Ela vive num estado variado de alucinação. Durante o dia na escola e à noite na função. Comprimidos, pega um beck e o que mais pintar. Bebe além dos seus limites e sempre passa mal. Isso torna mais difícil todo dia ter que despertar. Suas aulas são à tarde pra facilitar e a manhã inteira pra dormir, pra se recuperar. Quem se importa se ela precisa de carinho, se ela perdeu a direção? Quem se importa? Alguém deveria !!! Não responde se alguém pergunta: – Quando isso vai parar? O caso é que ninguém pergunta, nem parece se importar. E essa é a chave do segredo que ela tem para guardar. Se ela quer liberdade, também quer amor. Que alguém espere a resposta Quando perguntar: – Como você vai?”

Musica: Quem Se Importa

Banda: Nenhum de Nos

Album: Histórias Reais Seres Imaginários

Pensamentos Sobre o Sofrimento V

Como será, nascer viver e morrer no mesmo lugar
Sob sol escaldante à noite ao luar
Sobreviver à tempestades
e o frio suportar
E na primavera com suas cores e formas tão belas
O mundo salvar, como será?

Como será que deve ser pra eu me fazer entender
Que sofrer é aprender

Como será se continuarmos a lhe sangrar?
Interrompendo o ciclo da vida
Até não poder mais
Então você não mais vai suportar
E vai me odiar
Por não te amar

Banda: ZIGURATE

Música: Como será!

Porque Não Somos Perfeitos!

Um relato do pessoal da Vineyard Capital, minha igreja.

Não somos perfeitos porque pelo menos uns 20 são corinthianos. Dentre eles 3 são da liderança da Capital.

Não somos perfeitos porque alguns ainda mentem, outros omitem informações. Como o grupo de homens que não existe. “Você não fala sobre o Clube da Luta.”

Não somos perfeitos por que não conseguimos ter um banner impresso!

Não somos perfeitos porque praticamente ninguém faz ginastica e pelo menos 50% das pessoas que vão são Nerds.

Não somos perfeitos porque um dos nossos membros tem uma namorada imaginária.

Não somos perfeitos porque somos umas das poucas igrejas que por falta de lugar para fazer GP usamos bares para conversar sobre Deus.

Não somos perfeitos porque escrevemos muitas vezes de forma errada no Solomon.

Não somos perfeitos porque achamos que existem muitas musicas boas, mas quase nenhuma delas são “gospel”.

Não somos perfeitos porque preferimos andar sem fazer nada pela Augusta a ir em shows “gospel”.

Não somos perfeitos porque o Gui Menga simplesmente deixou de cortar o cabelo porque ele um dia leu sobre nazireus.

Não somos perfeitos porque as vezes subimos podcasts outras vezes esquecemos de subir.

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E em 2009…

Esse ano, mais do que nunca, entendi o que é a tal da “renovação da mente”. O mais interessante é que os que mais me ensinaram, foram os “hereges”. Reflexo disso, como alguns devem ter percebido, estou lendo muito Rubem Alves atualmente. Pra mim, o HEREGE mais cristão que conheço.
Esse ano, nada do que havia planejado, efetivamente, aconteceu. Por outro lado, vivi paradoxos bem interessantes:

* Estou em uma igreja que não é igreja.
* Estou sendo mentoriado por pastores que não são pastores.
* Descobri amigos que não eram amigos.
* Firmei amizades com pessoas que, em outros tempos, não daria R$ 1,00.
* Ouvi musicas anti-musicas.
* Aprendi a me converter todos os dias, apesar de ter nascido em “berço cristão” e nunca ter “saído da igreja”.
* Olhei para o espelho e não me vi. Não me reconheci. E fiquei feliz por isso.
* Mais do que nunca, aprendi a amar a dor.
* Senti repulsa por certos “amores”.
* Descobri que o Brasil é muito menor do que parece.
* Aprendi a ser “senhor” sendo servo.
* Aprendi a ser servo sendo “senhor”.
* Fiquei feliz por muita coisa que eu queria não ter dado certo.
* Conversas de 5 minutos que mudaram minha vida.
* Conversas de horas e horas que poderiam ser jogadas no lixo.
* Aprendi que a individualidade de cada um deve ser respeitada, mesmo que soe como melindre aos meus ouvidos.
* Senti na pele a complexidade de ser excelente nas coisas ordinárias.
* Aprendi a baixar a cabeça, mesmo estando “certo”.
* Aprendi a dizer “Eu errei! My fault!”

A lista é imensa. Da pra pensar em muita coisa. Acho que esse ano foi um ano de conquistas morais, se assim posso chamar. Materialmente, comecei com nada, terminei com nada. Mas a bagagem de conhecimento está infinitamente maior.
E é interessante que a base de todo esse aprendizado começou apartir/atraves da BIBLIA. E volto ao começo desse post. Deus abençoe os HEREGES. Aqueles que SE ARRISCAM a pensar fora da caixa e questionar apartir/atraves da BIBLIA. E não simplesmente ficar criticando sem apresentar soluções. Um dos meus pastores “que não é pastor” disse algo bem simples, mas que ficou guardado na minha mente; “Uma crença que não suporta questionamentos, não é digna de ser seguida”.
Acho que esse foi o resumo desse ano. Questionamentos. Nunca antes questionei tanto eu mesmo, amigos, a vida… Deus. Sim, até Deus. E como Pai bondoso, Ele foi paciente em me ensinar e responder ALGUMAS perguntas no tempo dEle.
Ainda vou escrever alguns posts esse mês falando sobre o ano de 2009. Mas desde já adianto que muita coisa vai acontecer agora em 2010 fruto dos questionamentos em 2009. E se sua vida ta estável demais, como diria um outro pastor “que não é pastor”, ‘te convido ao caos’ dos questionamentos. E se prepare pra grandes mudanças.

No principio era O Verbo, A Palavra… A Poesia!

“No principio, antes que qualquer coisa existisse, antes que houvesse o Universo, o que havia era a Poesia. Deus era poesia. A Poesia era Deus. Deus e a poesia eram a mesma coisa. E Deus criou as estrelas para, com elas, escrever seus poemas nos céus…” (Prólogo do Evangelho de João, paráfrase)

Retirado de “Perguntaram-me se Acredito em Deus” de Rubem Alves

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