Porque Não Somos Perfeitos!

Um relato do pessoal da Vineyard Capital, minha igreja.

Não somos perfeitos porque pelo menos uns 20 são corinthianos. Dentre eles 3 são da liderança da Capital.

Não somos perfeitos porque alguns ainda mentem, outros omitem informações. Como o grupo de homens que não existe. “Você não fala sobre o Clube da Luta.”

Não somos perfeitos por que não conseguimos ter um banner impresso!

Não somos perfeitos porque praticamente ninguém faz ginastica e pelo menos 50% das pessoas que vão são Nerds.

Não somos perfeitos porque um dos nossos membros tem uma namorada imaginária.

Não somos perfeitos porque somos umas das poucas igrejas que por falta de lugar para fazer GP usamos bares para conversar sobre Deus.

Não somos perfeitos porque escrevemos muitas vezes de forma errada no Solomon.

Não somos perfeitos porque achamos que existem muitas musicas boas, mas quase nenhuma delas são “gospel”.

Não somos perfeitos porque preferimos andar sem fazer nada pela Augusta a ir em shows “gospel”.

Não somos perfeitos porque o Gui Menga simplesmente deixou de cortar o cabelo porque ele um dia leu sobre nazireus.

Não somos perfeitos porque as vezes subimos podcasts outras vezes esquecemos de subir.

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Se eu falo, quem ouve?

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Eu estava relendo os textos e comentários no site da Sexxxchurch. Teve uma hora que tive que parar pra respirar. Havia tanta dor em alguns comentários, que realmente me senti incomodado em não poder ajudar efetivamente algumas pessoas ali.

Comentei isso com uma amiga, falei que queria realmente poder ajudar mais. E ela respondeu “boa sorte”. Apesar de ter sido em um tom de brincadeira, e depois continuarmos conversando a respeito, parei pra pensar sobre a indiferença das pessoas ao nosso redor. E, acho que, isso me machucou mais do que as histórias que eu havia lido. O Junior da Vineyard Capital, comentou que estava na rua 25 de março, no centro de São Paulo. Aquela multidão de gente de todos os tipos, raças e povos, literalmente. E ainda sim, Deus sabendo exatamente o que cada uma estava pensando, passando, sofrendo…
Usando de um discurso politico, estamos totalmente impregnados com a questão de como o ser humano é tratado nesse mundo CAPETAlista (não sou comunista, socialista, fascista ou o que for). Somos apenas números. Somos um RG, CPF, uma matricula na faculdade, uma carteira de motorista, um número de passaporte, um cartão de crédito, uma senha de banco e por ai vai. Perdemos a nossa personalidade. Somos só mais um na multidão. Quantas pessoas perguntaram pra você essa semana se estava tudo bem na sua vida, sem ser de forma retórica? Pra quantas pessoas você perguntou se estava tudo bem, de forma franca?
Eu tenho ideais megalomaniacos, sim. Tenho o sonho de marcar e mudar o mundo, sim. Tenho condições de deixar marcas significantes na vida de pessoas, sim. Mas tudo isso tem a haver com realmente se importar, se colocar a disposição e, o velho discurso de sair da zona de conforto. E quebrar com a zona de conforto começa com um “Tudo bem com você?” e depois disso, esperar pacientemente por uma resposta.
Tudo começa no ouvir. Por que é no ouvir que se aprende, se entende, se comove. É nesse gesto que as grandes aspirações, boas (e também más) motivações vem, afim de nos fazer agir.
Em provérbios tem dois versículos que, particularmente, eu adoro. Ele quebra com toda uma redoma que muitos líderes tentam criar em volta de sua comunidade.

“A sabedoria clama em alta voz nas ruas, ergue a voz nas praças públicas; nas esquinas das ruas barulhentas ela clama, nas portas da cidade faz o seu discurso” (Provérbios 1:20, 21)

Tenho aprendido durante esse ano que muito da cura vem no falar (Efésios 5:16), mas parte disso esta no saber ouvir (Romanos 10:17) (Provérbios 1:5)
Ai eu me pergunto. Se eu falo, alguem me ouve? Se falam, eu paro pra ouvir?