Histórias Reais III – A Saga de Um Anjo nas Ruas

Sentei em um banco de concreto na praça. Fiquei olhando a rua e me lembrei da cena que tinha visto semanas antes. Um carro encostando, uma das menores da cracolandia descendo arrumando o sutiã e um velho gordo com uma cara nojenta de satisfação. Ela… 13 anos de idade, extremamente comunicativa, bonita e muito simpática. Mas fingiu que não me viu quando passou. O ódio passou por todo meu corpo.

Infelizmente, cena comum nas ruas da Vila Rubim, região central de Vitória/ES.

Estou de volta a São Paulo e não consigo parar de pensar nas noites a dentro em conversas que marcaram minha vida pra sempre. Não consigo parar de pensar em A. e o nosso último triste episódio.

Tínhamos marcado de almoçar com ela na base, mas quando fomos busca-la debaixo da ponte onde normalmente ficava, não conseguia parar em pé. Estava há tantos dias sem dormir por causa do crack que o cerébro estava apagando. Estava com uma marmitex na mão e comia como um bixo, sem a menor noção do que estava fazendo. Não nos reconheceu. Ajudamos ela a comer para que não engasgasse, arrumamos um papelão limpo, deitamos ela e ficamos olhando com lágrima nos olhos ela dormir quase que imediatamente. Sabia que ela acordaria somente no outro dia. Continuar a ler

Projeto Repartir

“Espero que isso ajude você a recomeçar a vida”

Essa frase foi encontrada num pequeno cartão escrito por uma criança, de João Pessoa na Paraíba, junto com roupas e brinquedos endereçados aos desabrigados das várias cidades de Pernambuco, Alagoas e outras regiões do nordeste brasileiro, em função das enchentes. E o motivo desse pequeno informativo é fortalecer esse desejo de forma prática.

Muitos têm acompanhado os acontecimentos através de noticiários por todo o Brasil. Infelizmente, o que tem sido reportado é uma parte ínfima frente a real situação das comunidades afetadas.

Pessoas que não conseguem dormir, pois a todo o momento “ouvem” o barulho do rio descendo. Gente da classe média tirando alimentos da lama para comer e muitos deles comendo a própria lama. Homens e mulheres vagando pela BR 101 sem saber pra onde ir, sem acreditar ou entender o que aconteceu. Segundo informações do Exército Brasileiro, algumas cidades afetadas não poderão ser reconstruídas no mesmo lugar, devido à gravidade da situação.

A Escola de Missões Urbanas Underground Avalanche está com a turma do Extensivo 2010 em Recife. Muitos da equipe puderam presenciar in loco alguns desses fatos acima citados.

Em parceria com o Projeto Repartir, da Igreja Presbiteriana do Brasil, estamos divulgando à nossa rede de contatos as necessidades URGENTES.

– Alimento Não Perecível (preferencialmente: Biscoito/Leite/Enlatado)

– Kit de Higiene (Absorventes/Fraldas/Toalhas/…)

– Água

– Medicamentos

– Material de Limpeza

– Roupa Íntima Feminina e Masculina (preferencialmente NOVAS)

OBS: Favor não enviar mais roupas.

CONTA EXCLUSIVA PARA AS VÍTIMAS DA ENCHENTE

BRADESCO

AGÊNCIA 1230 – CONTA CORRENTE 25.641-2 (Igreja Presbiteriana do Brasil)

Para saber como e para onde enviar os donativos, entre em contato.

Informações completas das cidades alagadas e dos trabalhos que estão sendo feitos, acesse:

http://REPARTIR-J1512.BLOGSPOT.COM

http://MARCOSANDREMARQUES.BLOGSPOT.COM

====DIVULGUE ESSE PROJETO====

Missões Urbanas – Obrigado!

Olá galera,

Desculpem a demora para informar do ultimos acontecimentos por aqui no Avalanche. Mas é com grande alegria que informo que todos os alunos do extensivo 2010 conseguiu vir para o Recife junto com 4 obreiros e 1 voluntário.

Precisavamos levantar R$ 6.200,00 e, no final, conseguimos levantar R$ 6000,00. Ainda temos algumas pendencias, mas Deus, através de cada um de vocês contribuindo, apoiando e orando, o primordial tem sido suprido.

Continue nos apoiando. Através do blog estarei postando tudo o que tem rolado por aqui. Ainda essa semana falarei do Congresso da A.R.C.A., ajuda as familias vítimas da enchente e outros impactos pela cidade.

Confira o video de encerramento do Congresso.

Muito obrigado mesmo.

MISSÕES URBANAS – APOIE.

Esse não é um post ”bacanão”.

Desde Fevereiro de 2010 estou na escola Avalanche Missões Urbanas Underground, situada em Vitória/ES, fazendo o curso extensivo junto com mais 9 alunos atualmente.

Aqui estudamos em tempo integral matérias variadas ligadas a missiologia urbana. Junto disso temos os práticos que complementam o curso e são fator determinante para a formação de todos os alunos.

Temos um trabalho efetivo todas as sextas-feiras na cracolandia daqui de Vitória. Clique aqui para conhecer algumas histórias do que temos vivenciado. Trabalhamos em algumas comunidades carentes daqui da região com projetos sociais e também de sustentabilidade, tendo por base questões da Missão Integral. Ficamos 2 semanas em Terra Vermelha, um complexo gigantesco de favelas, considerada uma das regiões mais carentes e violentas do Estado. Trabalhamos com crianças, familias e em escolas públicas, assim como também a organização e implantação da comunidade cristã Caverna de Adulão, que continua atualmente com o trabalho iniciado por nós. Minha turma também esteve trabalhando em Governador Valadares/MG, principalmente em escolas na conscientização de vários temas como violencia, sexualidade, drogadição e muitos outros. Assim como na criação de um evento sobre contracultura e missões urbanas.

Agora no mes de Julho estaremos indo para Recife para nosso principal prático. Trabalharemos 1 mes inteiro em toda problemática urbana da cidade. Estaremos organizando também uma escola intensiva de Missões Urbanas e Sexualidade para capacitar lideres na região para trabalhar em todo o Nordeste, já que essa é uma área em grande defazagem, apesar dos projetos já existentes. Estamos preparando todo uma material, performance , estudos e palestras para virar a cidade de cabeça para baixo, a fim  de levar o amor de Deus aos cantos mais inacessíveis que tiver.

MAS HOJE, infelizmente, alguns alunos, incluindo eu, não poderá ir para o prático e consequentemente não se formará por conta da questão financeira. Adotamos a dívida de todo mundo como se fosse uma só e por isso estamos divulgando a fim de conseguirmos ajuda.

PRECISAMOS JUNTAR 6000,00 [seis mil] REAIS ATÉ SEGUNDA FEIRA dia 28 de JUNHO para que TODA turma possa ir para o prático em RECIFE e consequentemente se formar.

Sabemos que o tempo é curtissimo, mas por vários fatores, essa é uma das poucas opções que temos hoje.

Queremos mobilizar 600 pessoas a ofertarem 10,00 [dez] reais nessa semana para podermos quitar essa dívida da turma. Se quiser doar mais ou menos ou nada, sinta-se livre.

Estou deixando minha conta bancária e todos os meus contatos e o da escola para quem quiser tirar qualquer dúvida ou conhecer o trabalho.

PARA VER FOTOS 

Banco do Brasil
C/C: 10169-9
Ag: 0340-9
Favorecido: Rodrigo Soares da Silva
MSN – my_sweet_silence@hotmail.com
Orkut / Gmail / Gtalk – rod.silva.guitar@gmail.com
CEL: 027 – 9284 6100
https://rodsilva.wordpress.com

TWITTER @rodsilva

http://www.avalanchemissoes.org

027 3025 2452

Como eu disse no começo, esse não é um post ”bacanão”, mas precisamos da sua ajuda.

Valeu.

Histórias Reais II – Um Anjo!

“Aqui, todo mundo come ela, mas na hora de cuidar quando está doente, ninguém quer saber de nada”.

A. é uma garota doce e linda. Tem 16 anos e o mesmo número de passagens pela policia. Conheci ela nas ruas do centro de Vitória com a galera do Avalanche.

Nessa mesma noite nos contou um pouco de sua história.

“Eu tenho família, tenho uma casa e tenho irmãos mais novos. Mas eu gosto da rua. Gosto da onde estou. Só volto de vez em quanto para ver meus irmãos. Grito o nome deles do lado de fora, abraço-os, vejo se estão bem e volto novamente pra rua”.

Logo se simpatizou com as meninas que estavam com a gente, o que acabou transformando a Cracolândia em um “clube da luluzinha”. Até chocolate, muito provavelmente roubado e vencido, foi compartilhado entre elas.

Depois de uma noite de troca de idéia com o pessoal da rua, fomos embora com um misto de alegria por tê-la conhecido e, ao mesmo tempo, uma tristeza no coração por não termos como ajudar-la efetivamente naquele momento.

Durante as outras sextas-feiras que íamos trocar idéia com o pessoal lá, sempre perguntávamos por ela. Raramente alguém sabia notícias. Ficamos bem incomodados com isso. Há uma semana atrás, J., uma garota de 13 anos, sobre quem pretendo escrever a respeito também, nos falou que A. “caiu. Foi pega fumando pedra”.

Era uma rotina a qual ela já estava acostumada, mas ficamos mais preocupados pelo fato de J. nos dizer que ela já deveria ter sido liberada pela polícia. Não é preciso dizer que ficamos a semana inteira pensando nela.

Mas nessa última sexta-feira, a reencontramos por volta da 00h00min perambulando pela Vila Rubim. Demos um grande abraço nela, mas ficou pouco tempo conosco, saiu e disse que voltaria logo. Estava indo comprar pedra.

Esperamos um bom tempo, mas ela não voltou. Resolvemos ir rever uma outra galera da rua e eu fui em direção a “boca” tentar achar J., o traficante com quem vinha mantendo um relacionamento. No meio do caminho a encontramos voltando da “boca” junto com mais um rapaz, na faixa dos 25 anos de idade. Ela veio na minha direção pra se despedir novamente e me dar um abraço. Gritou a galera que estava do outro lado da Avenida e foi em direção deles. Eu segui em frente pra ver se J. estava por lá. Dei uma olhada geral e nem sinal dele. Virei as costas e fui reencontrar a galera do Avalanche. Em questão de segundos, um camburão com cinco oficiais da Policia Militar chega fortemente armado pra dar geral em todo mundo da “boca”. Eu e um amigo abaixamos a cabeça e continuamos andando. Definitivamente, não estávamos querendo tomar coronhada de ninguém naquela noite. Continuar a ler

Histórias Reais! (Inclusive a minha)

É extremamente complicado explicar o quanto tenho aprendido nesses meses de escola aqui no Avalanche. Muito dos processos pelo qual eu passei em minha vida, não entendia o propósito até vir pra cá. Não há um dia sequer em que não somos confrontados em algo. Seja durante a aula. Seja numa discussão filosófica. Seja lavando louça. Seja acordando ou dormindo. Mas até o fato de estar crescendo em conhecimento aqui, me foi confrontado alguns dias atrás.

Sexta-Feira a noite é quando normalmente acontece o evangelismo de rua. Confesso que na maioria das vezes saio bem desanimado da base. Aliás, não necessariamente desanimado. Mas depois de uma semana tensa e intensa de aulas, debates e práticos, chegando final de semana estamos bem desgastados. Como normalmente vamos pra cracolândia daqui de Vitória, muitas vezes conversamos a noite inteira com os “nóias” da rua, sabendo que, pela manhã, eles nem se lembrarão que esse momento aconteceu.

Mas particularmente nesse dia, antes de sair, orei de forma extremamente sincera para com Deus. Pra que eu pudesse,pelo menos sentir no meu coração, que algo efetivo foi feito pela vida das pessoas que conversássemos.

Ganhamos a noite. A medida que fomos chegando no lugar, o grupo foi se dividindo tentando trocar uma idéia com os viciados, moradores de rua, prostitutas… pessoas em geral. Um dos responsáveis me apontou um grupo de umas quatro pessoas e me disse que eram os traficantes do lugar. Me perguntou se eu gostaria de ir lá conversar com eles. Não pensei duas vezes. Poderia conversar com uma pessoa “lúcida”, apesar de não saber exatamente como chegar nela e sobre o que conversar. Fomos eu e mais duas pessoas. Havia um bar aberto logo em frente e as pessoas começaram a nos olhar diferente, pois sabiam que não éramos daquela região. With, um amigo meu sentou-se em alguns degraus ao lado do bar e começou a puxar papo com uma menina e um rapaz que estavam no local. Eu e a Chrys, do Manifesto Missoes Urbanas de Uberlandia, atravessamos a rua para falar com o dono da “boca”. Como percebi que algumas pessoas da rua com quem já tínhamos algum contato não estavam nos seus lugares habituais, usei isso como desculpa para perguntar ao traficante se tinha acontecido algo por ali e onde o pessoal tava concentrado naquela noite. A conversa se desenvolveu mais ou menos assim:

Traficante: O que vocês querem?

Nós: Nada. Só queremos trocar idéia.

Traficante: Vocês não tem medo de ser roubado?

Nós: Não. Estamos de boa.

Traficante: Ahhh… vocês são de Jesus, neh?

Nós: Isso mesmo. Os crentes incomodam muito por aqui?

Traficante: Não não. Muito pelo contrário. Quem enche o saco são os macumbeiros.

A partir daí a conversa fluiu bem entre uma venda e outra de pó e pedra (e não foram poucas). A policia passava toda hora, pois havia acontecido ALGUNS homicídios na região. Até virei para minha amiga e já avisei pra ela se preparar pra tomar “geral dos homi”, o que graças a Deus não aconteceu.

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Samba do Criolo Doido!

Para muitos que não sabem, depois de muito tempo tentando, estou finalmente no Avalanche. Uma escola de missões focada em preparar pessoas para trabalhar dentro do contexto e da problemática urbana no Brasil. As aulas começaram dia 2 de Fevereiro e irão até 23 de Agosto. Durante esses sete meses, com a maior freqüência possível, irei utilizar desse espaço para compartilhar do que tenho aprendido e das experiências vivenciadas. Você vai perceber que o estilo de escrita vai mudar um pouco. Vai soar como um diário, mesmo. Mas espero que isso não atrapalhe a sua leitura. Ainda postarei alguns textos como crônicas, mas em um primeiro momento, isso vai ser mudado.

Já na primeira semana, depois de duas aulas de teatro (muito básicas) colocaram a gente no “meio do palco”. Somente uma menina da minha turma (nove pessoas), já tinha uma vivencia maior no meio artístico, produzindo arte. Os outros, incluindo eu, eram meros consumidores. Mas lá fomos nós. Iríamos fazer uma pequena intervenção durante o desfile das escolas de samba.
Aqui em Vitória não existe uma cultura forte relacionada ao Carnaval. Por isso em todos os anos as escolas de samba se apresentam uma semana antes do feriado, porque no final de semana do carnaval a cidade fica totalmente vazia. Apesar de rolar uma pequena festa de rua organizada pela prefeitura.
Ensaiamos durante o período da manhã e da tarde. Jantamos e fomos conferir um fenômeno natural muito massa, chamado Blue Glow Ocean, em uma das praias aqui da cidade. No bairro Ilha do Boi, quando entravamos na água a pelo menos uns 10 metros da areia, a água ficava azul fluorescente. Era algo muito lindo a vista. Ficamos nadando das 20:00 as 22:00 curtindo a “lagoa azul”. Pra você sacar um pouco do que to falando, assista o vídeo AQUI!

Chegamos na base as 23:00 e saímos para a intervenção quase 00:00. Iríamos fazer uma primeira apresentação dentro da Rodoviária. Mas para nossa surpresa, e de certa forma, alívio, por conta da vergonha, o lugar estava vazio. Para vocês sentirem um pouco do porque do nosso receio, saquem o material e a tática que usaríamos.
Material: Uma mala de viagem velha cheia de latas e percussões improvisadas.
Músicas: Uma refrão de samba (Não deixe o Samba Morrer…), uma música do hinário cristão (Só o poder de Deus…) e uma música cristã infantil (Havia um menino torto…).
O que iríamos enfrentar? Todo um desfile de escolas de samba, alegorias, barulho, álcool, etc…

Acho que dá pra você sentir a dimensão da coisa. Mas lá fomos nós. Meu lema atualmente é “ta no inferno, abraça o capeta”. Chegamos em uma praça que havia pelo menos umas 30 pessoas. Depois de confabular por uns 5 minutos, decidimos que a apresentação ia ser ali mesmo. Pessoal cantando, cerveja, fantasiado e por ai vai. Uma amiga que era o “curinga” da peça entrou em cena com nossa mala cheia de bugiganga. Depois de um pequeno “tumulto” nosso, pegamos os “instrumentos” e começamos o sambão. Detalhe que só uma pessoa gostava e conhecia daquilo que a gente tava tocando. Mas cada um incorporou e foi e que foi. Quase todo mundo que tava na praça começou a cantar com a gente e foi uma festa só. Em uma repetição, perceberam que éramos um grupo cristão e um dos mais velhos meio que colocou um ponto final a apresentação. Já estamos indo embora quando pediram pra gente voltar. Começamos a conversar com alguns deles e, nenhuma novidade em saber que a maioria deles já havia sido cristão. Um deles disse ter reconhecido a música infantil, pois ouvia muito na igreja perto da casa dele e também nos tempos em que ele próprio freqüentava. Tentei direcionar a conversar para outra coisa, como o carnaval, samba, a cidade de Vitória e tudo mais, pois percebi que outras duas pessoas que conversavam com outros alunos da base, estavam meio exaltados falando sobre aquele velho papo que todos nós conhecemos, de como a igreja sufocou a vida deles e de como as pessoas haviam julgado eles. Mas no final de tudo, agradeceram sinceramente nossa presença lá. Principalmente pelo fato de não termos sido (tão) pedantes e tudo mais. Um senhor comentou que se não tivéssemos feito isso, eles não ouviriam aquilo que eles precisavam ouvir. Outro agradeceu por termos sido corajosos de, possivelmente, passar vergonha ali, afim de comunicar o que queríamos. Mal sabiam eles que estávamos realmente com medo da reação deles. No final de tudo tive a oportunidade de orar por um deles ali mesmo. Logo em seguida me disse que não se sentia digno de orar por mim também naquela hora. Por fim nos abraçamos e seguimos em frente. Sentamos para descansar em uma calçada e começamos a conversar sobre tudo o que rolou. Chegamos ao consenso de que Deus realmente tinha preparado aquele lugar estrategicamente. Fiquei pensando muito sobre isso. Fizemos uma intervenção “idiota”, simples e extremamente pobre de recursos. Mas fato: Cristo foi honrado e apresentado, apesar de nós, com criatividade.
Que Deus permita que eu possa ter mais experiências como essas e que NÓS permitamos que Ele possa ser a criatividade, a ousadia e canal de Amor para o mundo que está sedento de algo novo. Das BOAS NOVAS!