Cansei de falar de Amor

Faz um bom tempo que tenho pensado sobre isso. Cansei de separar um tempo para ler textos em blogs e ver a maioria deles falando de amor… a revolução do amor e bla bla bla. Qualquer coisa que indicasse esse assunto, eu simplesmente comecei a ignorar.

Parei para ordenar meus pensamentos a respeito disso. O porque dessa “aversão”? Entendi que de certa forma, muitos de nós cristãos estão simplesmente escrevendo a respeito de “assistencialismo emocional”, no sentido literal da palavra assistencialismo, e consequentemente, perpetuando a situação de muitos. E acrescido disso, nossa filosofia tem tendido muito ao humanismo. O amor é muito importante. A Bíblia é clara nisso. “Se não tivesse amor, nada adiantaria”. Mas ele não é maior que Deus. E foi ai que muita gente se perdeu. Tirou Deus da jogada. E ficou só o “eu” e o “próximo”. Não sei se estou me fazendo claro, mas coincidentemente, estava lendo “Convite a Loucura” do Brennan Manning e no capitulo 4 (A Descoberta do Pai) ele conseguiu expressar exatamente o que quero dizer. Vou deixar um trecho que consegue ser um bom resumo sobre esse assunto.

“Jesus não esconde aquilo em que sua mente está focada.

Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus à prova e lhe perguntou: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?” “O que está escrito na Lei?”, respondeu Jesus. “Como você a lê?” Ele respondeu: ” ‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’ Disse Jesus: “Você respondeu corretamente. Faça isso, e viverá”. Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Lucas 10:25-29

Jesus respondeu com a parábola do bom samaritano para explicar a segunda parte do grande mandamento. Mas ninguém lhe pediu que explicasse a primeira parte do grande mandamento. Até hoje passamos uma grande parte do tempo em nossas igrejas falando sobre amar o próximo (embora passemos pouco tempo agindo assim de fato) e, no entanto, raramente consideramos o que significa amar a Deus de todo o coração, toda alma, toda força e toda mente. ” (Pag 79 e 80)

É disso que estou falando Ser Cristão é ser um pequeno cristo. O amor ao próximo deve ser uma revelação do nosso amor a Deus. Do nosso relacionamento com Ele. Há uns 3 meses atrás fiz um sermão sobre Amor. No final eu não sabia dizer o que é o amor. Mas parafraseando Renato Russo “Quem inventou o amor, me explica por favor”. E foi nessa conclusão que cheguei… que só é AMOR VERDADEIRO se manifestar a glória, a graça e o próprio AMOR de Deus. Aplique isso a todos os “tipos” de amor e o mundo será outro.

Pequena Reflexão sobre a Inteligência e a Loucura!

O escritor Brennan Manning, em seu livro “Convite a Loucura” me chamou a atenção para algo meio óbvio, mas que eu nunca tinha reparado com afinco.
“Nas Escrituras, a inteligência não consiste em desempenho mais brilhante, mas em reconhecer a realidade onipresente de Deus… Da perspectiva bíblica, um grande teólogo pode ser considerado um estúpido, enquanto uma lavadeira analfabeta que louva a Deus pelo pôr do sol é vista como infinitamente mais inteligente”
Pensando sobre isso, não é dificil compreender como o filho de um carpiteiro pode dividir e redimir toda a história humana. E por mais que essa seja a crença básica de milhares de pessoas, Jesus Cristo, para muitos cristãos, é quase um ser mitológico.
Somos criados em uma sociedade que julga que alguém deu certo na vida, se ele está bem encaminhado profissionalmente, estabilizado financeiramente e tem boa reputação, por andar corretamente conforme as regras de conduta impostas. Qualquer pessoa que fuja disso, não é inteligente o suficiente e digno de ser levado a sério.
Muitas pessoas com chamado e potencial incrível, têm se anulado pelo fato de temer “não dar certo na vida”. E meu coração aperta toda vez que olho e converso com alguém que poderia rachar o mundo no meio, mas não se dispõe a explodir a bolha que se formou ao seu redor.
Se de alguma forma, isso se encaixa com a sua vida, eu oro para que você realmente cresça como, pelo menos, um “bom” cristão. E que o “ir” a igreja, não seja apenas uma convenção na sua vida. Porque, vou ser franco com você, como um dia foram comigo.
Se sua vida, suas vontades e seus temores se sobreporem a tudo o que Deus tem proposto pra você, é como está escrito em SL 14:1a “Disse o tolo em seu coração: Não há Deus!”

Aleatório!

Abaixo, algumas frases e pequenos textos que permearam o meu dia e me fizeram parar para pensar. Concordando ou não… pense!

________________________________________________________________________________________________

“Ninguém serve a Deus se não servir aos homens” – XKN

“Quanto mais a igreja cresce, mais o Reino diminui” – XKN

“A medida que o respeito pela igreja organizada declinou, a reverência por Jesus cresceu” – Jaroslav Pelikan

“Nossa abordagem da vida cristã é tão absurda quanto o jovem que depois de receber a sua licença de encanador foi levado para ver as cataratas do Niágara. Ele estudou-as por um minuto e depois disse: ‘Acho que tenho como consertar isso!'” – Brennan Manning citando Anthony de Mello

“No último julgamento Cristo nos dirá: ‘Vinde, vós também! Vinde, bêbados! Vinde, vacilantes! Vinde, filhos do opróbrio!’ E dir-nos-á: ‘Seres vis, vós que sois à imagem da besta e trazem a sua marca, vinde porém da mesma forma, vós também!’ E os sábios e prudentes dirão: ‘Senhor, por que os acolhes?’ E ele dirá: ‘Se os acolho, homens sábios, se os acolho, homens prudentes, é porque nenhum deles foi jamais julgado digno’. E ele estenderá os seus braços, e cairemos a seus pés, e choraremos e soluçaremos, e então compreenderemos tudo, compreenderemos o evangelho da graça! Senhor, venha o teu reino!” – Fiodor Dostoievski

“A Reforma foi uma ocasião em que os homens ficaram cegos, embriagados por descobrir, no porão empoeirado do medievalismo tardio, uma adega repleta de graça envelhecida mil e quinhentos anos, com teor alcoólico 100% – garrafa após garrafa de pura Escritura destilada, um gole da qual bastava para convencer qualquer um de que Deus nos salva sem precisar de ajuda. A palavra do evangelho – depois de todos aqueles séculos de tentar elevar-se ao céu preocupando-se com a perfeição de seus cadarços – tornou-se repentinamente um anúncio direto de que os salvos já estavam em casa mesmo antes de começarem (…) A graça deve ser bebida pura: sem água, sem gelo, e seguramente sem água tônica; não se permite que nem bondade, nem maldade, nem as flores que desabrocham na primavera da superespiritualidade entrem no preparo” – Robert Farrar Capon


Injeção de Animo!

Alguns foram tão traumatizados pela vida que a mera sobrevivência, um dia de cada vez, tornou-se a única preocupação. Outros foram tão manchados pelas circunstâncias, marcados por deficiências físicas e emocionais ou contundidos e esmagados pelos caprichos da vida que mal são capazes de olhar além das próprias necessidades. William Barry, por exemplo, reflete sobre o homem de quem Jesus expulsara uma legião de demônios. Depois da cura, “ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: `Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti’” (Mc 5:18-19, grifo do autor). O homem aparentemente não deplorou essa “rejeição” como injusta. Ao contrário, “ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera; e todos se admiravam” (v. 20).3

Pelo jeito, esse homem não foi chamado a um discipulado radical. Mas para, assim como nós, ouvir com atenção a primeira palavra de Deus dirigida a nós. Essa palavra é o dom de nós para nós mesmos — nossa existência, nossa natureza, nossa história pessoal, nossa singularidade, nossa identidade. Tudo que temos e somos representa um modo único, que jamais será repetido, de Deus expressar-se no espaço e no tempo. Cada um de nós, feito a sua imagem e semelhança, é mais uma promessa que ele faz ao universo de que continuará a amá-lo e importar-se com ele.

No entanto, mesmo quando a fé nos persuade de que somos uma palavra de Deus, permanecemos ignorantes do que Deus está tentando dizer por meio de nós. Thomas Merton escreveu: “Deus me profere como uma palavra que contém um pensamento parcial dele mesmo. A palavra nunca será capaz de compreender a voz que a profere. Mas se sou fiel ao conceito que Deus profere em mim, se sou fiel ao pensamento que ele teve intenção de corporificar em mim, estarei cheio de sua realidade e o encontrarei em todo lugar de mim mesmo, e a mim mesmo em lugar nenhum. Estarei perdido nele”.

Com resistência e perseverança, devemos aguardar que Deus esclareça o que ele quer dizer por meio de nós. Essa espera envolve paciência e atenção, bem como a coragem de deixar-se proferir. Essa coragem vem apenas pela fé em Deus, que não profere palavra de falsidade.

Leia o texto completo AQUI!

Livro: A assinatura de Jesus
Autor: Brennan Manning
Editora: Mundo Cristão