Vislumbres da infância

Vi esse garoto de uns 12 anos entrar no ônibus. Estava com uma mochila surrada nas costas, sujo da cabeça aos pés, camiseta furada, chinelo com correias de duas cores e calça uns dois números maior amarrada com cadarço.
Pagou a passagem, enfrentou de forma imponente o olhar de todos e sentou ao lado de uma bela menina.
Vibrei por dentro.
Lembrei do grande fora que tomei do meu primeiro amor escolar.
“Ah não! Você só anda com roupa furada“.
Doeu na hora.
Mas agora, de longe, penso que tive uma infância bem vivida.
E, graças a Deus, pouca coisa mudou. Inclusive as roupas.

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