Livre

Hoje fui almoçar no bairro oriental de SP, a Liberdade. Estava sozinho pensando em algumas coisas que preciso fazer ao longo desses meses e por isso escolhi uma mesa bem no canto, onde não precisasse interagir com alguém. Ao que, numa mesa próxima, me senta um rapaz de uns 35 anos. Ele olha pra mim por alguns segundos e pergunta se eu também estava preso. Não entendi de imediato. Nisso ele apontou as minhas tatuagens. “Tenho umas dessas também”. Achei engraçado a ligação. Pelo entendi, tentando cortar logo o assunto, ele havia saído da prisão a pouco. Alguns minutos depois ele comenta que se sentia estranho; “cortei minha cabeleira hoje, quase não me reconheço”. Eu ri e no cúmulo da minha anti sociabilidade, coloquei os fones de ouvido. De nada adiantou. Ele chamou minha atenção e começou a dizer repetidas vezes que aquela era a melhor comida de todas. O dono do restaurante passou e ele foi cumprimenta-lo pela ótima comida. Na hora de ir embora, saiu agradecendo todos os garçons e garçonetes do lugar. Agradeceu alguns cozinheiros e a moça do caixa. Pagou a conta e saiu. Fiquei olhando aquilo e cheguei a seguinte conclusão. Ele não estava agradecendo a comida em si. Ele estava agradecendo a companhia – a liberdade.

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Passageiros

O velho seguiu apressado tentando acompanhar os passos da esposa. Uma constante procissão de pessoas subindo e descendo as escadas do Metrô. Uns voltando pra casa, outros indo para o trabalho, escola, faculdade ou qualquer outro compromisso. A não ser por alguns retardatários, principalmente os perdidos no seu sério relacionamento com o celular, todos parecem estar extremamente atrasados. Alguns ao telefone contam suas histórias “o trem quebrou”. “estou parado no trânsito”, “teve manifestação perto de casa hoje cedo”, “perdi a hora”. Inclusive, lembro de um dia que liguei avisando que tinha “perdido a hora”. Um antigo chefe respondeu que das grandes responsabilidades da vida, a maior delas era, na verdade, achar essas horas. “Eu sei que você vai dar conta do serviço mesmo chegando atrasado. Mas talvez tenha perdido a oportunidade de ler algum grande livro nessas horas que perdeu. E eu sei o que isso significa pra você”. Desde então aprendi que não é o dia que deve ter 48 horas. Isso, automaticamente, deixaria os dias da minha vida pela metade, ao contrário do que imaginava. Era eu quem deveria ter disposição de organizar e aproveitar muito bem as 24 horas que me são dadas. Mas hoje, desacelerei. Acompanhei o casal de velhos. A senhora na frente e o senhor atrás tentando alcança-la. Ao que ela olha para os lados e percebe a ausência do marido. Olha pra trás e o percebe ofegante. Sem cerimônia retruca “Ande velho. Segure minha mão e não enfarte. Senão, não te beijo”.

SÃO PAULO. Caos. Paixão. Missão

This week marks 1 year living in São Paulo. The following video is just a glimpse of some of the things I have experienced with my camera.

I really struggled on how to portray my year whether it be through random images or categorized sequences. It could have honestly gone 100 different ways but this is how it came out. Rushed to finish it so its not as clean as I would have liked.

São Paulo is an incredibly diverse concrete jungle that is South Americas engine. It is a very interesting place.

Population:
10 million people – Metropolitan Area of SP
20 million people – City of SP
40 million people – State of SP

This will THANKFULLY be the last video that I shoot with my crap Nikon p100. JUST BOUGHT A CANON 60d!

Thank you to all the people that I have met so far in Brazil!

Valeu

Cameras: Nikon p100
GoPro HD

Music: Prelude by Bonobo
Kiara by Bonobo
Dimdanana by Jasmon (Putumayo Collection)
Mina do Condominio by Seu Jorge
Fanfarra (Cabua-Le-Le) by Sergio Mendes

By Julian Moura-Busquets