Quem Se Importa?

“Ela vive num estado variado de alucinação. Durante o dia na escola e à noite na função. Comprimidos, pega um beck e o que mais pintar. Bebe além dos seus limites e sempre passa mal. Isso torna mais difícil todo dia ter que despertar. Suas aulas são à tarde pra facilitar e a manhã inteira pra dormir, pra se recuperar. Quem se importa se ela precisa de carinho, se ela perdeu a direção? Quem se importa? Alguém deveria !!! Não responde se alguém pergunta: – Quando isso vai parar? O caso é que ninguém pergunta, nem parece se importar. E essa é a chave do segredo que ela tem para guardar. Se ela quer liberdade, também quer amor. Que alguém espere a resposta Quando perguntar: – Como você vai?”

Musica: Quem Se Importa

Banda: Nenhum de Nos

Album: Histórias Reais Seres Imaginários

Usina 21 – Jovens, Idéias e Transformação Social

Sábado, 07 de novembro, na Universidade Mackenzie.

Jota
10h00 às 12h00 – OFICINA: “Grafiteiros, arteiros e produção alternativa” [Nessa vai ter uma surpresa]

Jota
14h00 às 16h00 – PAINEL: “Igualdade entre todas as pessoas formas e tribos”

Eu + Fih (SEXXXCHURCH)
14h00 às 16h00 – OFICINA: “Falando abertamente sobre sexo”

Confira a lista completa de palestrantes e maiores informações AQUI!

Se eu falo, quem ouve?

not_listening

Eu estava relendo os textos e comentários no site da Sexxxchurch. Teve uma hora que tive que parar pra respirar. Havia tanta dor em alguns comentários, que realmente me senti incomodado em não poder ajudar efetivamente algumas pessoas ali.

Comentei isso com uma amiga, falei que queria realmente poder ajudar mais. E ela respondeu “boa sorte”. Apesar de ter sido em um tom de brincadeira, e depois continuarmos conversando a respeito, parei pra pensar sobre a indiferença das pessoas ao nosso redor. E, acho que, isso me machucou mais do que as histórias que eu havia lido. O Junior da Vineyard Capital, comentou que estava na rua 25 de março, no centro de São Paulo. Aquela multidão de gente de todos os tipos, raças e povos, literalmente. E ainda sim, Deus sabendo exatamente o que cada uma estava pensando, passando, sofrendo…
Usando de um discurso politico, estamos totalmente impregnados com a questão de como o ser humano é tratado nesse mundo CAPETAlista (não sou comunista, socialista, fascista ou o que for). Somos apenas números. Somos um RG, CPF, uma matricula na faculdade, uma carteira de motorista, um número de passaporte, um cartão de crédito, uma senha de banco e por ai vai. Perdemos a nossa personalidade. Somos só mais um na multidão. Quantas pessoas perguntaram pra você essa semana se estava tudo bem na sua vida, sem ser de forma retórica? Pra quantas pessoas você perguntou se estava tudo bem, de forma franca?
Eu tenho ideais megalomaniacos, sim. Tenho o sonho de marcar e mudar o mundo, sim. Tenho condições de deixar marcas significantes na vida de pessoas, sim. Mas tudo isso tem a haver com realmente se importar, se colocar a disposição e, o velho discurso de sair da zona de conforto. E quebrar com a zona de conforto começa com um “Tudo bem com você?” e depois disso, esperar pacientemente por uma resposta.
Tudo começa no ouvir. Por que é no ouvir que se aprende, se entende, se comove. É nesse gesto que as grandes aspirações, boas (e também más) motivações vem, afim de nos fazer agir.
Em provérbios tem dois versículos que, particularmente, eu adoro. Ele quebra com toda uma redoma que muitos líderes tentam criar em volta de sua comunidade.

“A sabedoria clama em alta voz nas ruas, ergue a voz nas praças públicas; nas esquinas das ruas barulhentas ela clama, nas portas da cidade faz o seu discurso” (Provérbios 1:20, 21)

Tenho aprendido durante esse ano que muito da cura vem no falar (Efésios 5:16), mas parte disso esta no saber ouvir (Romanos 10:17) (Provérbios 1:5)
Ai eu me pergunto. Se eu falo, alguem me ouve? Se falam, eu paro pra ouvir?