Cidade da Esperança

Pessoas esperam por algum tipo de sinal vindo de cima
Perdidas nas sombras da dúvida, precisam de uma mensagem de amor
Nada é certo em tempos incertos
Difícil de ver além da ganância e do crime
Oh, os fiéis se recusam a desistir
Sem-teto e famintos sobrevivem apenas com o suficiente
Aprendem a sorrir apesar de tudo, são abençoados pelo alto

Nunca pare de acreditar
Mudança virá Continuar a ler

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Porque o que vem é Perfeição

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões…

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação…

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião…

Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade…

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais…

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros…

Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã… Continuar a ler

O Rei Está Partindo…

Voltando com a sessão adoração extravagante, deixo pra vocês a letra traduzida da música “King” da banda alemã de Power Metal “Van Canto”, do seu primeiro álbum “A Storm To Come” (2006). Uma particularidade é que a banda é formada por cinco vocalistas e um baterista. Todos os outros instrumentos são feitos no gogó. Não deixe também de ouvir o maravilhoso cover do Metallica “Battery“.

A noite está prestes a cair.
“Nunca se render ‘- eu continuo ouvi-los chamar.
Imagens (estão) passando.
Eu devo vê-lo acenar um último adeus
Não é que ele se foi embora.
É a sensação de segurança que ele não vai ficar.
Um andarilho deixando a terra
uma vez que ele tinha entrado a subir novamente.
Os milhares choram
Até o sangue corre lentamente
Eles fazem o fluxo do rio
Que ele irá navegar.
Nós estamos sozinhos?
O rei está partindo
Para uma terra desconhecida
E apesar de eu estar imaginando o por quê,
O rei deixou o espírito
Nós agora chamamos sozinhos
Ele iluminou nossas vidas!
Mil dias se passaram,
Do exato momento que ele entrou em nossas vidas
Palavras não eram o seu negócio
O que ele nos trouxe foi o poder de sentir
O poder de acreditar
O poder de andar, a poder de ver
de determinar o certo do errado
O poder de sair da escuridão para a luz
Ás vezes eu tenho mais medo
De tempos além dos portões de agora
Relembrando-me sua glória
Esmagando meu desejo no chão
Consegue ouvir nosso choro?
Consegue ver nosso reino morrer?
Não!
Agora para mim é fácil ver
Que tudo que eu queria ser
Pode ser feito me segurando
Em dias difíceis e cansativos
Nós estamos nos erguendo

Dica da Roberta Scheer

Parábola Contemporânea da História de Jesus

De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada.
O seu corpo é dos errantes,
Dos cegos, dos retirantes;
É de quem não tem mais nada.
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina,
Atrás do tanque, no mato.
É a rainha dos detentos,
Das loucas, dos lazarentos,
Dos moleques do internato.
E também vai amiúde
Co’os os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir:

“Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!”

Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante,
Um enorme zepelim.
Pairou sobre os edifícios,
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia,
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: “Mudei de idéia!
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniqüidade,
Resolvi tudo explodir,
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir”. Continuar a ler

Pois os Tempos, Eles Estão Mudando

Venha se reunir povo
por onde quer que andem
E admitam que as águas
que nos cercam se elevaram
Aceitando isto Logo
estaremos ensopados até os ossos
Se o tempo para você
vale salvar
Então é melhor começar a nadar
Ou você afundará como uma pedra
Pois os tempos, eles estão mudando
Venham escritores e críticos
Que profetizam com suas canetas
E mantenham os olhos abertos
Que a chance não se repita
E não fale cedo demais
pois a roda continua girando
E não há como saber quem
será nomeado
Pois o perdedor de agora
Estará mais tarde a ganhar
Pois os tempos, eles estão mudando Continuar a ler

Oração

Por vezes minha oração permeia por essa música…

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
O caminho mais curto, produto que rende mais.
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
Um tiro certeiro, modelo que vende mais.

Mas nós dançamos no silêncio,
choramos no carnaval.
Não vemos graça nas gracinhas da TV,
morremos de rir no horário eleitoral.

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz,
sem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trás.
Seria mais fácil, como todo mundo faz.
O milésimo gol sentado na mesa de um bar.

Mas nós vibramos em outra frequência,
sabemos que não é bem assim.
Se fosse fácil achar o caminho das pedras,
tantas pedras no caminho não seria ruim

E ela pode continuar assim…

 

Musica: Outras Frequências

Artista: Engenheiros do Hawaii