Premente

Queria estar perto de um aperto seu. Mas só posso rodear palavras não endereçadas. Sem remetente. Esperando sua intromissão em ouvir conversa alheia e se reconhecer. Quem sabe são essas as palavras a entorpece-la. A livra-la do torpe. Daquele que não soube ser em você. Queria ser perigoso. Mas a resiliência é habitação enquanto enxergo de longe. Me é proibido cruzar a ponte. Mesmo que afim de mostrar a fonte de onde, talvez, queira beber. Queria ver um sorriso. Porque, na foto, junto dos dentes amarelos veio o olhar grave. Profundo. Dolorido. Eu vi. Não há prumo. Apesar de sua beleza anestesiar mundo. Mudo, não me faço presente. Me falta embrulho. Surpresa. Ocasião. Talvez fosse só um susto. Mas ainda sim, queria estar mais perto do aperto seu.

 

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