Ana e o Mar

Que bela incógnita.
E não me importa a resposta.
Que bela pergunta.
Me atrai por que está escuro.
Não que a luz tenha se apagado.
Ela só fechou os olhos.
Que bela criança.
Que brinca de não saber.
Como se, desajeitada, não soubesse brincar.
Que bela estrela.
De noite febril e de pequenos rebentos
Arroubos de violenta ternura.
E o que me resta é esperar o nascer.
Porque nos seus olhos, o sol já se pôs.
Se colocou a prova da sua beleza reluzente.
Aquela que, de repente, fulgura
Como vela de bolo a comemorar seu intenso nascer e viver.

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