Mentira

Uma mentira sustentada por meses por uma pessoa muito querida “ganhou luz”. Eu nem me lembrava, mas ela veio estampada na falta de memória de uma inocente postagem numa rede social. Provavelmente nem se deu conta que deixou tudo as claras para qualquer um ver. E, confesso, é bom não parecer louco. Por outro lado, penso que se eu soubesse a verdade no ápice da situação, provavelmente não saberia lidar com ela. Seria uma ferida de difícil cicatrização. Receber o olhar, o abraço e a mentira. Peso demais. A verdade liberta, mas tudo tem seu tempo. O que me faz lembrar as palavras do saudoso Rubem Alves – “A vida tem sua própria sabedoria. Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. Quem tenta ajudar o broto a sair da semente o destrói. Há certas coisas que têm que acontecer de dentro para fora.” Nisso, sou levado quase que forçosamente a (re)pensar as mentiras que carrego. E, infelizmente, não são poucas. É difícil colocar a casa em ordem. As vezes é preciso mexer com histórias sensíveis guardadas no baú do alma, abrir a garagem da mente cheia de tralhas e passar alvejante nos quartos do coração. Doloroso trabalho. É o exercício da paz: Arrependimento e Perdão. E é essencial “lembrar de não esquecer”.

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