Arranca

Arranca do peito as pesadas palavras
Da garganta, as lágrimas guardadas
Arranca dos olhos as muitas emoções
Arranca da mente as tantas ereções
Há muito cansaço em limpar os velhos depósitos
De perdoar as flores
De maltratar as dores

No fim
Que seja um verdadeiro jardim
Que sejam rosas, espinhos ou somente daninhas
Mas que, enfim, sejam
Não um retrato estático de um sorriso artístico, forçado e autobiográfico
Deixa a taxidermia dos ermos
Arranca-te de si mesmo

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