Aprendendo Como Morrer

Eu acredito na voz de Deus, porque acredito em Deus. Acredito na sua manifestação, porque acredito na sua existência.
Uma das músicas que mais gosto do Jon Foreman se chama “Learning How To Die” (Aprendendo como morrer). Desde o título, ela passa longe do que o senso comum atribui a Deus, um ser que precisa me fazer feliz, me enriquecer e estar apronto a realizar meus grandes sonhos. Afinal, sou filho dessa força etérea.
Num dos trechos da música ele diz “O tempo todo pensei que estava aprendendo a ir levando, em como me encurvar. Não como quebrar. (Aprendendo) como viver, não como chorar. Mas, na verdade, eu tenho aprendido a morrer”.
Deus já me fez alguns convites estranhos e absurdos durante a vida. Ir para lugares, falar com pessoas, criar alguns projetos, servir em determinadas situações e afins. Sei que fui compelido por Ele a isso porque não era minha vontade fazer. Ainda sim, muitas vezes, fui. Confiei. E durante todo o processo percebi o que e porque dEle me querer em determinadas situações. Mesmo que em partes.
Essa semana me peguei pensando a respeito dessas experiências. Sei que é difícil entender para alguns e sei que muitos querem enquadrar tudo isso dentro de algum pensamento lógico. Mas uma das coisas que me fazem permanecer, em fé, dentro da afirmação “Deus falou comigo”, muitas vezes de forma audível e direta, foi a iminência (e concretude) do fracasso de cada situação.
Quase todos projetos que me envolvi por convite dEle nasceram, cresceram e morreram. A sua maioria, fracasso trágico e estressante, a ponto de muitas vezes, em prantos, discutir com Deus duvidando de sua voz.
Há uns meses eu estava orando/meditando a esse respeito. Normalmente, depois de oferecer minhas palavras permaneço um tempo em silêncio. E, pasmem, ouvi uma voz clara no coração. “Eu sabia que daria errado. Fui Eu que fiz o convite”.
Permaneci algumas horas totalmente incomodado ruminando essas palavras. Na manhã seguinte, indo trabalhar, ouvindo Jon Foreman, compreendi.
Eu que não tinha entendido o convite direito. Não era sobre ter ou estar em algo. Era sobre quebrar e morrer.

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