Em Partes

É preciso morrer um pouco. E, digo, aos poucos para se compreender vivo. É necessário, por vezes, ser partido para se compreender inteiro. Entendendo que os espaços vazios são partes da forma. Não o todo. É preciso sofrer as alegrias da vida. Se colocar na situação de pedinte daquilo que não será dado. E se lembrar “sou pó” jogado no chão. Mas nas águas da tormenta me torno barro. Expectativa de criação daquele que me tem na mão. E se me quebro, me inteiro. Se não exergo, não me envergonho. Fecho os olhos e oro. Sabendo que o copo cheio de vinho não é a plenitude da videira.
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