Ela

Ela riu de nervosa fingindo não levar a serio cada palavra que lia. Resolveu caminhar afim de encontrar um lugar para pensar e tomar uma xícara de café quente. Quem a visse não diria que vestia a blusa ganha do avô, tão linda que estava, ainda mais com as bochechas rosadas. Passou pela farmácia afim de comprar uma escova de dente sem saber bem porque. Talvez para prolongar o tempo. Mais um dia. Menos um dia. Mais uma hora. Menos uma hora. Sentiu as mãos suadas. As borboletas no estômago deram lugar a gastrite, tamanho o nervosismo. Pensou em sair correndo. Ignorar o dia. “Que se foda tudo. Não preciso passar por isso. Será que realmente vale a pena?”. Mas sabia que não dormiria sem ao menos olha-lo calma e profundamente. Talvez riria de alegria sem razão. Talvez o beijaria racionalmente. Talvez fugiria.
Ao que parece, ele esperava que ela se perdesse de si e se encontrasse nele, logo ali, na esquina do Metrô.
 
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