Um Dia Qualquer

Saiu correndo atrasado, desajeitado com as chaves na mão tentando abrir o portão. Nem se dera conta de que a porta da sala ficara aberta. Não se lembrou de consultar a previsão do tempo que, no dia, informava muita chuva. Esquecera a roupa no varal. Esbarrou no carteiro e saiu gritando desculpas quase derrubando o livro que tinha em mãos cheio de anotações entre as paginas. Não percebeu que a folha com o endereço que precisava saíra voando para longe no meio da confusão. Se irritara com a lentidão das pessoas na escada rolante. Achava que deveriam tirar habilitação com curso de direção ofensiva para poder utiliza-la. Chegara na estação destino desajeitado, suando e ofegante. Revirou o livro, os bolsos e a mochila atrás do papel que voara quanto tinha esbarrado no carteiro. Consultou a hora no celular que acusou menos de 5% de bateria. Irritou-se. Riu-se. E chamou Murphy para um acompanha-lo num café quente, que nunca saiu, já que a máquina de café expresso estava quebrada.

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