Mira

Saiu correndo entre tropeços e empurrões simplesmente para ver a partida. E estava lá. Sem Olhares. Sem acenos. Sem acentos. Sem ênfase e despedida. Voltou vagarosamente enquanto contava a si mesmo as histórias que tinha, com medo que as palavras também embarcassem numa viagem sem retorno cruzando as divisas. Acreditava que nem toda ida deveria ter volta. Que toda despedida deveria ter saudade viva. Que permanecesse, no máximo, entre prosa e rima. E que criasse novos verbos a serem descobertos nas garrafas lançadas ao mar por aqueles que levantaram ancoras e hoje vivem a céu aberto.

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s