Alegorias

Quando as balas dos tiros cortaram o ar ninguém percebeu a mensagem que levavam. Sabe-se apenas que calou tão fundo no peito de outrem que até a sua vida se exauriu. Uns dizem que eram amores mal resolvidos. Outros, puro ódio aflito. Mas tenho pra mim que o déspota estava armado de ausências. Apaixonado pelas coisas, como peças raras e decorativas de uma sala vazia, permitiu que o canhão rugisse na surdina atravessando o céu escuro dos que dormem, afim de poder ter a todo custo toda a sua cobiça. Mas paro e penso que, mais que uma noticia na TV, esse é o reflexo de nossas historias cotidianas. O sacrifício ao nada afim de dominar todas as quinas e esquinas, inclusive aquelas que não nos pertencem. Só o tolo não sabe que o amor é aquilo e aquele que veio nos desarmar de nós.
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