A Procissão

Seguiam o tomo de loucos como se fossem anciões de uma procissão fula. Os fiéis que percorrem a vida em deboche promíscuo.
– Olhem! Sigam o tolo, pois ali choraremos às gargalhadas.
Mas o que não se sabe é que os insanos não abandonam o coração as lacerações do sentido. E o que não enxergam é o convite à razão – “Olá vida. Venha dançar, meu amor”.
Sem grandes constatações a seita se forma de homens e mulheres que abraçam o bom senso mas expulsam a ironia. Se deitam aos carinhos do sarcasmo que os seduz à falta de delírio.
Mas não demorou. Embevecidos das águas salgadas do mar, entorpecidos na masturbação em sua santa ceia de si, a insanidade se tornou palpável, quente e real. Os loucos haviam sido arrebatados, pois ali já não se faziam mais necessários, senão a ebriedade deixada como herança. Perceberam-se das metas e não na contra-mão. Aquela mão em direção ao outro.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s