Eu, Caçador de Mim

O dicionário tem dessas peças pregas. Estava eu escrevendo sobre alguns sintomas de mim e a falta de ausência dos soberbos quereres. Me lembrei da palavra “querência”. Pesquisando, num pequeno erro de digitação descobri que Querença é um pequeno distrito de Portugal, cheio de artesãos, culinária típica e uma bela paisagem de interior. Corrigindo a busca, eis o meu susto ao descobrir três significados de “querência”:
 

1. Lugar onde o gado se cria ou anda pastando ou onde costuma parar por hábito.

2. Lugar onde nasceu ou mora qualquer pessoa.

3. Amor; paixão

Pensei. Por um pequeno desvio de rota entre Querença e Querencia, me vejo perpétuo alimentando-me e ruminando pastagem como banquete. Preso a uma terra sem vida e, pior, apaixonado pela vida de gado e orgulhoso amante de mim.
É fácil perceber o óbvio que esquecemos, que o ser passa pelo estar. E é preciso ajustar a rota afim de expandir as fronteiras.
Não fujo de mim. Aprendo ser em novos caminhos deixando de girar a roda da fortuna ou a roleta russa. Eu, caçador de mim.
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