Plantação

O agricultor ainda espera ansiosamente a chuva que a televisão não anunciou. Ao que põe-se a prova de ser surpreendido pela fé de que o tempo engana a previsão de frio e calor. E não se permite não semear. O Sol é acordado pelo arar. A terra geme e põe a lua nua a desnudar o horizonte no fim da rua. Que a sombra não afronte os calos de sua mão. Assombrado, lhe permite os pés no chão. E na luta com o calor, o suor, o frio e o rio, as veias que saltam no corpo fazem jus a colheita do arado que se põe como vencedora sobre comentários – “Chega de esperança, velho senil”.

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