Naveguemos

Adorável Misericórdia que nos permite ser uma vez mais.
Maravilhosa Graça que nos permite estar novamente aqui.
E as sutilezas da canção que passa pelos ouvidos,
Mas que poucos corações dão atenção.
Embriaga-se em vontade de cantar tão profundamente a tristeza gerada na compaixão.
A cisão que nos espalha ao mundo.
O vento dos perdidos.
A vela içada do desapego.
A vela acesa do seresteiro.
E o grito. Forte. Dos que não se vendem ao sorriso.
“porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração”
Se canta melhor canção.
Sente o vento gelado e o áspero chão.
Se sente.
E é grato.
Engrandece as mãos do poeta da criação.
E revive a morte que nos trás paixão.
Que nos afasta dos túmulos.
Manifesta vida que nos leva para longe de nós.
Nos reconcilia com outros tão pequenos quanto eu.
E voltamos a ser paradoxo.
Porque a criação nascida das palavras se manifestou aos olhos Mas é guardada no coração.
E quanta inspiração pode caber?
Quanta tristeza? Quanto arrependimento?
Quanta compaixão?
Quanta descoberta?
Que o acúmulo não nos estrague.
Que nos despedacemos por aí.
Que estejamos tão longe, que a bússola se perca.
Que não guardemos em jarros velhos o vinho bom.
Festejemos as lidas e despedidas.
Choremos a vida e a morte.
Porque se a criança não chorar, como poderá respirar?
Vinde, choremos.
Respiremos.

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