Ler é Moda

Ler é moda. Tipo Bacon, The Walking Dead, falar mal de pastor, criar memes e afins. As vezes sinto que sou julgado por algumas pessoas como se, todas as vezes que falo de algum livro, estivesse ostentando um estandarte de pseudo “cult”. É só uma sensação que, sinceramente, não me incomoda em nada. Mas torço para que a moda de ler permaneça para sempre, com pessoas ostentando sua intelectualidade ou não. Eu mesmo já fiz muito disso, me sentir alguns níveis acima por ter lido determinados livros em detrimento a outros. Autores da moda, na minha época, (como se eu fosse idoso) como Sidney Sheldon, Norah Roberts, Agatha Christie e outros romancistas que hoje não tenho muita paciência para ler, foram cruciais na minha formação como leitor assíduo. A questão é que, os mesmos livros que te entregam sabedoria, eloquencia, e tantos outros adjetivos, são os mesmos que te colocam de joelhos na sua ignorância. A primeira vez que li “Irmãos Karamazov” do Dostoievski, foi agoniante. Comecei a me identificar com vários personagens simultaneamente, principalmente na hipocrisia, no ódio, nas manipulações… no pecado. E como característico da escola russa, o fim não era nada hollywoodiano. A “Abolição do Homem” é um livreto escrito por C.S. Lewis em sua fase deista/taioista. Demorei um pouco mais de 6 meses para digerir. Impossível lê-lo como “leitura de busão” ou simplesmente passar batido por cada frase dele. Tolstoi me levou ao extremo da Justiça Social, me forçando ser, além de crítico, prático. Gandhi me introduziu a filosofia de Não Violência. Me ensinou a abaixar a cabeça com sabedoria e me forçou a aperfeiçoar a boa argumentação. Rubem Alves me ensinou amar analogias, contos e parábolas. Até hoje me ensina sobre a “urgência paciente” da vida. Thoreau foi ao extremo pra que eu aprendesse equilibrar a utopia e a prática, sem jamais perder o horizonte. Tolkien me apresentou o fantástico palpável. Kerouac, Ginsberg, Burroughs, Bukowski e boa parte de sua geração me ensinaram a amar a vida desesperadamente. A Bíblia me deu equilibrio nisso tudo. Entenda que tudo isso que citei ainda é construção. Muitas coisas estão na fase do alicerce ainda. Poderia escrever um livro falando só de livros e minhas experiências com eles. Inclusive, duas dicas: Alma Sobrevivente do Philip Yancey e “Muito Mais Que Palavras” do James Calvin Schaap & Philip Yancey. Livros que valem ler e anotar todas as indicações de leitura. No fim, se depender de mim, serei eternamente um leitor “wanna be” disposto a compartilhar experiências e dicas. Be fashion baby!
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