Sonho de Poeta

Poeta é o eterno mal resolvido. Conta rima e chora amores da infância a velhice – todos mal resolvidos. Está sempre em falta e em vazio – anseio, na verdade.

Descaminha para seguir rumo ao futuro. Vive todas as histórias de uma vez. Entende e sofre todas elas. Transcreve e deixa a memória no papel. Raramente conta as vitórias. Só se faz sentido num curto espaço de tempo. Normalmente, começa a valer quando já não vale mais nada.

Vive verdades espirituais absolutas. Fala de etéreos momentos de razão. E nunca se cansa. Ama a crítica porque fortalece o ego. “Sou único”. Fala com a profundidade de um ancião. Com ânsia adolescente e confusão juvenil.

Os raros momentos de sobriedade se dão na bebida forte que amortece o espirito. Difama. Desfama. Estranha. Entranha. Te extraña. Veste a vida de fantasias mas está sempre nu.

E não há como negar: tudo o que escreve e o que deixa passar, está sempre à espreita – à esperar. Vive de eterna saudade daquilo que passa a vida inteira tentando expressar.

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