Rumo

E o tempo corre frio nos dias abafados de verão. Que deixa quase febril noites iluminadas de_cadente sensação. E estrelas brilham tão fortes que impedem o ouvir da oração. E o palco é céu tão alto na inalcansável revelação. E a arte é lisonjeira que, no esquecimento, deixa muita poeira. E não é novidade que a sabedoria dos livros, muitas vezes residem em nossas lixeiras. E no excesso de espaço, penteadeira vira divã. Divas andrógenas morrendo em preconceitos vicerais provando que, o dito alpha, é beta, matando a imaturidade por inanição. Cães rebeldes afoitos, matilhas cheirando os rabos alheios na prova de uma virilidade insana.
E o calor ganha o sabor do suor no rosto, de uma corrida sem nexo fugindo da ilha de si. E os coelhos redimem seu carnaval na pascoa, depreciando a criação. E é uma constante de um trem paradoxo. O furo do tempo que não permite chegar a próxima estação. Mas o que importa é o placebo. O bilhete da viagem está pago. Malas vazias de tudo e os olhos cheios de nada. E a paisagem constante só muda com enjoos. Mas tudo vira costume. E logo caduca. Sem vislumbre da chegada, sem memória da partida. Logo ecoam as palavras… o relativo busca o absoluto enquanto a cabeça segue o rabo. Oh eternidade infeliz!

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