Arte no Farol

Mas é certo que a linha do improviso se intercala com a linha do juízo. Que deixa nós de sabedoria no meu traçado da loucura lírica. Que granjeia gracejos como mendigo, aproveitando ensejo do farol fechado. E não tem jeito. Não há quem se feche com o fogo dos malabares que sobem e descem. Que se perpetua nos olhos famintos de arte flamejante. Que faz a alma subir um degrau do cotidiano cortante. E tudo isso é constante até o semáforo esverdear a cobiça do ego, que não olha para o lado, e muitas vezes, nem para frente. E “palhaço“ se torna palavra grosseira, vagabundeando na boca daqueles que se acham motoristas da vida. E tudo vira lombada, parada, atraso do crescimento dos monstros que se alimentam do vazio. E todo acidente termina na frente de um tela que diz tudo, o passo a passo de como não ser para viver.
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