Katherina

Vista-se de longe como quem se projeta. Corre pra praia. Paira. Dilua-se nas águas do inverno de outro alguém. Deixa o sangue caiçara da terra gelada as margens do rio que te leva além. Pega as malas e distruibui-se no mundo. Mas não se perde daquilo e daquele te chamou. Fuja dos lagos imundos. Não traga nada a não ser um amor surdo. Surta com frequência alta como um raio e saberás as torres que te sustentam e o chão que te caleja e alivia os pés. E se “todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira”, você sabe a dor que te trouxe ao mundo. As mãos e os olhos que não te deixaram padecer. Agora segue. Porque naquela curva turva, quero te ver.

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