Minha Infância Conta Histórias

Senta a parte. Parte e sente a falta do dente de leite. De arrancar o tampão do dedo no futebol do asfalto. Dos tropeções. Da bicicleta sem freio. Do fliperama. Da falta de dinheiro que dava criatividade. De enrolar as atividades da escola pra chutar bola contra o maior inimigo. A rua debaixo. Correndo descalço. Sem pressa. Com ou sem pedras. Alfineta a correia da chinela que conta surras a bessa.

 Quando punk era apenas uma menina levada da breca. E amor era paixão indizível, da inalcansável próxima série. Ah se ela me desse bola. Provavelmente trocaria a correria pelas mãos suadas e dadas. Mas que quebraria com o coração do amigo. Aquele que compartilhava o medo invisível. No fim, bolinhas de gude resolviam. E por mais que eu sentisse o mundo girando contra, nada como relembrar do meu pião pintado a mão, que, além de voltas, muitas histórias conta.
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