Alter Egos: O Troll e o Carente

Gosto de ficar reparando nas pessoas. Nas conversas. O que dizem. Nada específico. Mas da pra fazer algumas leituras individuais, e, principalmente, em relação a postura das pessoas ao redor.
Existe uma frase, daquelas de efeito, creditada a Epicuro, que rodam o Facebook e, vira e mexe, aparece na minha timeline e diz que “Caráter é aquilo que você é quando ninguém está te olhando”. Normalmente (em 101% dos casos) a frase é aplicada no sentido de dizer que as pessoas fazem pose de bondade, cuidado, amor e os tantos outras virtudes, quando na verdade, todo mundo só quer saber de cultuar seu próprio umbigo. Acho que muita gente é exatamente isso. Uma pose de fotografia. Mas, em tempo, toda generalização é burra.
Voltando ao lance de reparar nas pessoas, muito mais do que egoísmo, acho que o que realmente se sobressai é a carência. Há uma excessiva carência por atenção, potencializada pelas redes sociais (tweet, retweet, likes, shares,…). Não to falando nada de novo e existem milhares de textos mais competentes falando sobre isso.
Mas um fenômeno que está ai pra todo mundo ver, e que não é necessariamente uma novidade, mas foi potencializado, é o “mau caráter por conveniência”. Explico: Quando suas habilidades (e as pessoas que eu conheço que se encaixam no perfil, são extremamente habilidosas) não geram o “buzz” suficiente para preencher o buraco da carência, o mau caratismo acaba se tornando um plus, principalmente no relacionamento digital, com todo mundo e ninguém ao mesmo tempo. Quer um exemplo claro disso?
É só ler a noticia: “Loja virtual que mandou cliente “procurar um macho” comemora sucesso e diz que teve lucro absurdo“. Eis o porque de milhares de “fan pages” de personagens que parecem versão piorada do Zorra Total, com a capa de “Cult” nas costas.
Tenho andado de perto com algumas pessoas “bem sucedidas” nesse empreendimento, que nada tem a ver com capitalismo. Mas pura e simples busca por atenção. Existe um mundo de alter egos de PÉSSIMA qualidade e muita baixeza.
Por que estou escrevendo esse texto?
Porque comecei a repensar minha postura diante disso e em relação as pessoas próximas. Por mim eu continuaria sentado aqui na minha (quase) confortável cadeira e julgaria todos os aspectos que me são visíveis. Diria algo como “larga de frescura e vira homem”.  Mas, no fim, voltamos ao ponto. Boa parte, são pessoas patológicamente carentes (se é que isso existe). E, sinceramente, não será eu quem continuará alimentando os trolls.
E dentro do que Jesus tem me ensinado (pronto! O texto perdeu a validade porque Jesus entrou na história) através de algumas pessoas, muitas vezes, a carência de muitos será suprida, no sentido de aprender/ensinar a viver sem obsessiva dependência, na disposição do outro. E isso as vezes cansa.

Mas no caso é isso, indiferença ou alimentar os trolls.

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