Permanência | Ausência

A presença é uma constante. Insana permanência que, paradoxalmente, se vai, com a intensa complexidade de ser. Mas no seu adeus, não permaneço vazio. Me encho de falta. De descarado arrependimento e remorso proposital.

A sabedoria vira poesia absurda e sem nexo. Na humilde soberba, presenteia ouvidos que atenção prestam. Rima a rima em tom desconexo. Em si mesmo, completo complexo.

E a síndrome de criador se esvai. Volta a criatura pura e vulgar. Mas não medíocre. Porque, em tempo, ouve a voz do criador sem par. E não se permite abstração. Só profunda, vibrante e redundante introspecção. Completa espaços cheios de si com ausência. E da lugar as novas construções.

Nas poucas horas do dia, enxerga o cego pela rua. Com passo firme e uma direção. Se dá conta. Os obstáculos não são nada mais que pontos de referência. Localização. Eis que a real cegueira não está no escuro ou nos olhos furados. Mas na soberba que brilha à lente e que mente a mente com furor e calma.
Por fim, obrigado pelo adeus. Que me faz dormir com a cama quente, acordar ausente à encontrar-me com minha mente. Que nunca mente. Sobre quem sou e meu pecados.
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