Chora Sozinho

Chora sózinho. O desalento, a perda e o desencontro. Passos lentos contra o vento. Sente-se incapaz, capaz de tudo para arrancar o peito da dor. O tiro no escuro. Escudo contra a alegria que parece vir zombar. Deixa as palavras agora. Mobília de fora. Brinca de Bicho Papão, Saci, Curupira e ladrão. Põe-se sentado, pois os joelhos estão gastos. Cansado, faz essa oração; “Tira-me das nuvens e me traga ao chão. Deixa a janela aberta para as estrelas. A chuva ou a relva. As vazias mãos”. Se entrega ao entrelaçar dos dedos. O susto do sinal vermelho. “Calma criança. O verde vem logo, então“.Mas sente que os olhos e a lente, apesar de limpos deixaram de enxergar.Sente? Pois a luz do luar só mostra um mundo azul, irmão. Chora sózinho. Lágrimas tristes de alegria. Da vida. De reflexão.

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