É hora de desembarcar

Um pequeno universo inverso as avessas
Peças travessas de um olhar de diamante
Dinamite constante
Tanto faz par ou impar para os amantes

Sabe-se lá o que tem
Sabe-se lá de onde vem
Não faço idéia de quando chegou o trem
Sei que chegou e me deixou alguém

Plantado na estação
Primavera, certeza que não
A observar as bagagens descarregadas
Tudo aquilo acrescentado as pegadas

Solas de sapato que vem e vão
Sentem o coro e não chão
E vem tudo no mesmo vagão
Crianças, parasitas e trapalhões

O relógio parou e o sino tocou
Acho que agora sei quando chegou
Está claro como o sol que não aparece
Que aquela voz em prece era a minha
Despedida e chegada ao leste

É hora de desembarcar

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