Onde já se viu?

Onde já se viu não há surpresa. As vezes, ainda há beleza. Mas em um mundo descartável, as vezes é preciso um pouco de plástico, reciclável, óbvio, para valorizar o valor. As coisas continuam ser e os momentos se perdem.

Já se viu onde nasceu. Poucas vezes percebe onde está. Mas ruma a passos largos para onde morrer. Morreu. Ou simplesmente deixou de viver. As coisas continuam no ciclo de embelezamento e os momentos… que momentos?

Viu-se onde já está. Mas não viu o tempo e nem o vento passar. Mas acordou num furacão. No olho da tragédia. Na ponta do abismo.

Mas… olha! Resolveu ser. E os momentos vieram e o empuraram. E o tombo virou abrigo. Amigo à proteger. E as mãos agarram o chão que já não mais sentia. Forte.

Pensou. Nú veio. Nú vai. As coisas se tornam lombadas na autoestrada. Olhou pra cima e viu. Forte é o vento. Perigoso são as coisas que arrasta.Sempre as coisas. Acordou. Era um furacão feito com as próprias mãos.

Onde já se viu?

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