Estória do Brasil

Há uns anos, conversando com um amigo militante politico, ouvi que “a esquerda concentra os pensadores e ideológicos. Já a direita, os alienados”. De maneira geral, concordei. Isso, até começar a refutar mais vigorosamente algumas idéias, ideais e postura da (pseudo) esquerda brasileira. Nesse momento pareceu-me que a alienação mudou de lado. Hoje, estudando um pouco mais a fundo a história do Brasil, notei um fenômeno interessante. A politica brasileira sempre foi regida pela direita, mas para o povo, as histórias dos “heróis” brasileiros são contadas pelo viés da esquerda marxista. Um exemplo claro são os historiadores (marxistas) brasileiros que colocam Zumbi como ícone do movimento de classe contra a tirania imperialista. Isso quando a refutação dessa versão da nossa história coloca em check quase todos os “fatos” e argumentos desse herói. Ainda sim, temos um feriado baseado nessa história que ninguém sabe dizer até onde é verdade, a começar do nome de Zumbi.
O que quero dizer com isso é algo que sabemos por osmose, mas não damos o devido valor. O passado reflete quem somos hoje e para onde estamos indo.
Estamos vivendo tempos de efervescência politica, engajamento social, ambiental, direitos humanos e por ai vai. Tudo isso gritando na nossa cara. 2012 é ano de eleição. 2014 é ano de Copa do Mundo no Brasil das(os) “bundas (moles) e bolas”, e eleição no país dos coronéis.
A questão é: Você conhece a verdadeira história daquilo pelo qual você devota, parte ou totalmente, sua vida ou vive um engajamento cego no melhor estilo “papagaio de pirata”, que só repete o que ouviu?
A história do Brasil é muito mal contada, mas extremamente bem reproduzida. A cada dia que passa, os “heróis” brasileiros vão se sujando de lama e levando consigo ideais que não passavam de estória pra brasileiro dormir.
Os fins nunca justificaram os meios. Então, é bom começarmos a repensar, antes de qualquer coisa, a nossa história e, a partir desse ponto, nos posicionarmos no cuidado da nossa gente, do nosso país e do nosso mundo. Qualquer engajamento que não passe por isso é como um “cabo de guerra” com várias pontas que, quando convém, acaba se tornando uma ciranda. Continuaremos como cães atrás do próprio rabo, vivendo uma história que não é nossa e nunca foi a nosso favor.
Eu cansei de ser marionete.

PS1: estória
es.tó.ria
sf (gr historía) Narrativa de lendas, contos tradicionais de ficção; “causo”: “Ouviram atentos aquelas estórias de mentira, da ´mula-sem-cabeça’, do saci, do curupira. Mais tarde tiveram que mergulhar fundo nas histórias de verdade, para saber como foi construído o Brasil” (Francisco Marins). E. em quadrinhos: série de desenhos, em uma série de quadros, que representam uma estória, com legendas ou sem elas. E. da carochinha: conto da carochinha. Estórias do arco da velha:coisas inverossímeis, inacreditáveis. Estória para boi dormir, gír: conversa enfadonha, com intuito de embair; conversa fiada. Deixar-se de estórias: evitar rodeios, indo logo ao ponto principal. (Michaelis)

PS2: Não sou militante da, dita, esquerda. Muito menos da direita.
PS3: Esse texto é só uma ‘sopa rala’ que tem a mínima pretensão de gerar uma breve e boa reflexão. Por isso, deixo abaixo dois livros de fácil acesso e leitura que podem ajudar a começar a pensar e repensar a história da nossa gente.

1984 – George Orwell (Literatura)
Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil – Leandro Narloch (História, Sociologia, Antropologia)

Ouça a História. Ouça a Refutação.

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6 pensamentos sobre “Estória do Brasil

  1. Um Livro de um colunista da Veja está bem longe de ser uma referencia em questões históricas, principalmente se ele não tem nenhuma formação na area.
    Quanto a história, o que se passou não é concreto é como tudo mais passivel de interpretação, portanto consequentemente, seremos, influenciados por nossa ideologia para interpretarmos a história. Mas sinceramente prefiro a versão da esquerda, do que a versão da direita que chama o golpe de 64 de revolução.

  2. Sinceramente prefiro não perder meu tempo, o prefácio do livro foi o suficiente pra me deixar sem a minima vontade de ler.
    Li um capitulo do outro livro dele sobre a america latina, que ele defende a ação dos EUA na America Latina, sabendo da participação dos mesmos nas ditaduras, é dificil ler qualquer coisa vindo dele.

    • Ai que tá.
      Falta auto-critica em todos os movimentos no Brasil. Inclusive a igreja. É fácil só ler um lado da história e achar o outro lado um completo absurdo, sem realmente saber o que eles estão dizendo e porque.

      Como disse o Marcos do Palavrantiga… “Quem toma partido, fica partido”.

  3. Cara eu não tomo partido da esquerda, mantenho uma visão bem critica da mesma, sei das presepadas da esquerda, mas não consigo considerar a direita, diante de tudo o que foi feito no Brasil e na america latina.
    Bom a direita no Brasil históricamente manteve um visão e uma ação que sempre beneficiou alguns poucos, e quando preciso silenciou os que ousavam falar contra ela, não acho isso consideravel de nenhuma forma.
    Vide toda a ideologia neoliberal, que conserva os status quo, enquanto mantem a pobreza, para que o capitalismo posso continuar existindo.
    Diante desse cenário é impossivel, não tormar partido, prefiro ser partido do que ter parte nessa loucura.

    • Concordo plenamente com seu ponto mano. É que pra mim, antes de tudo, não existe esquerda e direita. Hoje isso é plenamente claro, desde o governo Lula. O que rola é jogo de interesses, disputa de ego e pura e “simples” ganância. Por isso tento cada dia mais ser mais crítico pra entender o que é fato e o que é balela. Independente da fonte. A partir disso, pensar no meu papel nisso.

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