Injeção de Animo!

Alguns foram tão traumatizados pela vida que a mera sobrevivência, um dia de cada vez, tornou-se a única preocupação. Outros foram tão manchados pelas circunstâncias, marcados por deficiências físicas e emocionais ou contundidos e esmagados pelos caprichos da vida que mal são capazes de olhar além das próprias necessidades. William Barry, por exemplo, reflete sobre o homem de quem Jesus expulsara uma legião de demônios. Depois da cura, “ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: `Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti’” (Mc 5:18-19, grifo do autor). O homem aparentemente não deplorou essa “rejeição” como injusta. Ao contrário, “ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera; e todos se admiravam” (v. 20).3

Pelo jeito, esse homem não foi chamado a um discipulado radical. Mas para, assim como nós, ouvir com atenção a primeira palavra de Deus dirigida a nós. Essa palavra é o dom de nós para nós mesmos — nossa existência, nossa natureza, nossa história pessoal, nossa singularidade, nossa identidade. Tudo que temos e somos representa um modo único, que jamais será repetido, de Deus expressar-se no espaço e no tempo. Cada um de nós, feito a sua imagem e semelhança, é mais uma promessa que ele faz ao universo de que continuará a amá-lo e importar-se com ele.

No entanto, mesmo quando a fé nos persuade de que somos uma palavra de Deus, permanecemos ignorantes do que Deus está tentando dizer por meio de nós. Thomas Merton escreveu: “Deus me profere como uma palavra que contém um pensamento parcial dele mesmo. A palavra nunca será capaz de compreender a voz que a profere. Mas se sou fiel ao conceito que Deus profere em mim, se sou fiel ao pensamento que ele teve intenção de corporificar em mim, estarei cheio de sua realidade e o encontrarei em todo lugar de mim mesmo, e a mim mesmo em lugar nenhum. Estarei perdido nele”.

Com resistência e perseverança, devemos aguardar que Deus esclareça o que ele quer dizer por meio de nós. Essa espera envolve paciência e atenção, bem como a coragem de deixar-se proferir. Essa coragem vem apenas pela fé em Deus, que não profere palavra de falsidade.

Leia o texto completo AQUI!

Livro: A assinatura de Jesus
Autor: Brennan Manning
Editora: Mundo Cristão

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