Honra, Glória e Cruz!

Cross

“Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos;” (II Timóteo 2:11)

Segundo relata a história, o apostolo André, irmão de Pedro, após ser questionado por Egéias, governador dos edessenos, se havia sido ele quem havia incitado o povo a destruir o templo dos deuses e “persuadir(a) cidadãos a abraçarem a supersticiosa seita que os romanos haviam mandado abolir e rejeitar”, foi enfático na sua resposta ao dizer ao pro cônsul que “convinha a quem era juiz de homens, primeiro conhecerem o seu Juiz que mora no céu…”. Logo após isso, foi ameaçado ser amarrado à cruz imediatamente caso continuasse pregando essas coisas. A resposta do Apostolo foi que “ele não teria pregado a honra e glória da cruz, se temesse a morte na cruz”.
Você não tem noção do quanto essa ultima resposta me deixou pensativo e ao mesmo tempo questionando algumas coisas na minha vida.
Será mesmo que minha vida tem refletido a “honra e glória da cruz” ?
André não temia a morte de cruz por amor a Cristo, por saber exatamente quem Ele era. Por ter um relacionamento íntimo com Ele. E eu, às vezes, temo o que meus amigos vão pensar de mim e minha religião, ou se descobrirem, por exemplo, que eu estava na Parada Gay com outros amigos a fim de compartilhar do Amor de Deus.
As coisas aqui no Brasil são muito fáceis. Temos total liberdade de fazer o que quisermos. De nos reunir em qualquer lugar. Qualquer lugar mesmo. Temos a oportunidade de compartilhar de Cristo a todo o momento sem se preocupar com uma possível prisão ou ameaça de morte. E o que temos feito efetivamente?

Eu “…não teria pregado a honra e glória da cruz, se temesse a morte na cruz”.
Será mesmo?

“Depois disso, foi pronunciada a sentença de condenação: André deveria ser crucificado, por ensinar e promover uma nova seita e por abolir a religião dos seus deuses. Ao dirigir-se ao lugar do martírio e ao ver ao longe a cruz já preparada, André não mudou nem de semblante nem de cor, seu sangue não retraiu, a voz não hesitou, o corpo não desfaleceu, a mente não se perturbou, o entendimento não lhe faltou, como sói acontecer com os homens. Sua voz, porém, falou extravasando a abundancia do seu coração, e uma ardente caridade mostrou-se nas suas palavras como centelhas de fogo. Disse ele: “Ó cruz, extremamente bem vinda e tão longamente esperada! De boa vontade, cheio de alegria e desejo, eu venho a ti, discípulo que sou daquele que pendeu de ti: pois sempre fui teu amante e sempre desejei te abraçar.”*

*Livro: O Livro dos Mártires
Autor: John Foxe
Editora: Mundo Cristão

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2 pensamentos sobre “Honra, Glória e Cruz!

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