G. K. Chesterton

Lançado em 1903, o livro Heretics (HEREGES) de Gilbert Keith Chesterton, conhecido por “G. K.”, critica de forma veemente 1as filosofias correntes na época. Mas muitos críticos reclamavam que ele não oferecia uma filosofia alternativa. Em 1908, o livro ORTODOXIA veio como uma resposta a essa crítica. O Livro surgiu de um debate entre Chesterton e Robert Blatchford, editor de um periódico socialista. De uma eloquência e humor jamais visto, a leitura é extremamente instigante. Conforme o próprio Chesterton, ORTODOXIA “tem o propósito de tentar explicar não se a fé cristã pode ser abraçada, mas como ele pessoalmente passou a abraça-la”.

Philip Yancey faz o seguinte comentário: “Fora a Bíblia, se eu tivesse de escolher um único livro em situação semelhante, é bem provavel que fosse ORTODOXIA”.

Alto, gordo e totalmente distraído, Chesterton, segundo Yancey, “o esteriótipo de gordo alegre” o descrevia perfeitamente. Franz Kafka, seu contemporâneo, comentou algo semelhante: “Ele é tão alegre que parece ter encontrado o próprio Deus!”.

Particularmente, ele [ORTODOXIA] ja se tornou um dos top ten da minha estante. Abaixo gostaria de compartilhar alguns pequenos trechos bem interessantes. E citando Reinaldo de Azevedo, “leiam [ORTODOXIA] por amor a inteligência”.

“Tentei criar uma nova heresia; mas, quando já lhe aplicava os últimos remates, descobri que era apenas a ortodoxia”.

“É verdade que alguns falam, de modo superficial e leviano, da insanidade como sendo em si mesma atraente. Mas um momento de reflexão mostrará que, se uma enfermidade é atraente, trata-se em regra da enfermidade dos outros. Um cego pode ser um quadro pitoresco; ma exige-se um par de olhos para ver o quadro”.

“Os zombadores de antigamente eram demasiado orgulhosos para serem convencidos; mas os de hoje são demasiado humildes para serem convencidos. Os pacíficos herdarão a terra; mas os ascetas modernos são pacíficos demais até mesmo para reivindicar a sua herança”.

“Com frequência se diz que os sábios não conseguem ver nenhuma resposta para o enigma da religião. Mas o problema dos nossos sábios não é que eles não consigam ver a resposta; é que eles não conseguem sequer ver o enigma”.

“Nietzsche começou essa ideia absurda de que os homens buscaram como bem o que agora chamamos de mal. Se fosse assim, não poderíamos falar em ir além ou até mesmo em ficar aquém do bem e do mal. Como você pode ultrapassar o Silva se você estiver caminhando na direção contrária? Você não pode discutir se um povo obteve mais êxito em sentir-se infeliz do que outro em sentir-se feliz. Seria como discutir se Milton era mais puritano do que um porco gordo”.
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